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4 sintomas da doença de Parkinson

A condição afeta aproximadamente 1% da população mundial acima dos 65 anos - iStock
A condição afeta aproximadamente 1% da população mundial acima dos 65 anos - iStock

Redação Publicado em 22/03/2022, às 15h00

A doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa que atinge a área do cérebro responsável pelo controle dos movimentos do corpo, provocando rigidez dos músculos e lentidão dos movimentos. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 1% da população mundial acima dos 65 anos conviva com a doença. No Brasil são cerca de 200 mil pessoas. 

Por ser uma doença progressiva, os sintomas iniciais são sutis e aumentam gradualmente. Em geral, eles começam em um lado do corpo ou mesmo em um membro esquerdo ou direito. À medida que o quadro progride, ambos os lados são afetados. 

Segundo o National Institutes of Health (NIH) – Institutos Nacionais de Saúde, em português –, o Parkinson tem quatro sintomas principais:

1. Equilíbrio prejudicado

Um dos primeiros sinais são as quedas frequentes. Com a instabilidade postural e a lentidão dos movimentos provocadas pela neurodegeneração, há o aumento dos tropeços em um indivíduo com Parkinson.

2. Tremor

O sintoma mais característico da doença de Parkinson é o tremor, que pode ocorrer nas mãos, nos braços, nas pernas, na mandíbula ou na cabeça. A grande maioria das pessoas associa imediatamente esse sintoma ao pensar na doença, entretanto, ele é apenas um dos indícios.

3. Rigidez dos membros e tronco 

Muitas pessoas com Parkinson podem experimentar a impressão da musculatura estar sempre muito contraída. Pessoas com a condição frequentemente desenvolvem uma tendência de inclinar-se para frente ao andar e, com passos mais curtos, acabam arrastando os pés.

Além disso, há uma redução do balanço dos braços ao caminhar e uma maior dificuldade para iniciar ou continuar qualquer movimento. 

Confira:

4. Lentidão dos movimentos

Na prática, a pessoa com Parkinson se percebe mais lenta, com dificuldades de levantar de uma cadeira, por exemplo, ou com menos agilidade na hora de se vestir. 

Normalmente, famílias e amigos percebem esse sintoma com mais facilidade ao notarem que a pessoa está mais lenta para realizar algumas atividades, como aquelas que envolvem a coordenação motora.

O Parkinson pode se manifestar através de outros sintomas, às vezes, antes mesmo do indivíduo experimentar a rigidez e o tremor, por exemplo. Alguns exemplos são: depressão e outras alterações emocionais, dificuldade de engolir, mastigar e falar, problemas urinários ou prisão de ventre, problemas de pele e interrupções do sono.

Como é feito o tratamento?

Apesar de a doença de Parkinson não ter cura, o tratamento é essencial e tem como objetivo controlar os sintomas, isto é, diminuir o prejuízo funcional provocado pela neurodegeneração. Assim, o portador tem maiores chances de viver uma vida mais independente e com qualidade por mais tempo.

A melhor forma de tratamento da doença é feita com a combinação dos medicamentos com a reabilitação. No caso do tratamento medicamentoso, os remédios prescritos pelo médico atuam diretamente no cérebro para retardar os sintomas do Parkinson.

Porém, nem todos os sintomas respondem bem aos medicamentos: a rigidez muscular, a lentidão dos movimentos e o tremor são os que melhor reagem a essa abordagem. 

Por isso, é importante seguir um tratamento multidisciplinar, o que inclui a fisioterapia, exercícios de fonoaudiologia, acompanhamento nutricional e psicológico. Todas essas opções ajudarão, juntamente com os remédios, a reduzir o avanço dos sintomas.   

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