Doutor Jairo
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Como saber se estou viciado em pornografia?

Comportamentos que geram prazer, como consumir pornografia, às vezes geram compulsão
Comportamentos que geram prazer, como consumir pornografia, às vezes geram compulsão - iStock

Redação Publicado em 30/04/2021, às 17h02

Doutor, como sabemos se estamos viciados em pornografia? 

Podemos falar que alguém tem uma dependência ou compulsão quando perde o controle sobre determinado comportamento. 

Muita gente consome pornografia com frequência, por exemplo ao se masturbar. Mas quando o comportamento começa a ocupar um espaço muito grande na vida da pessoa, a ponto de atrapalhar o trabalho, o estudo e os relacionamentos, aí sim podemos falar que existe um problema e talvez pensar em procurar uma terapia.

Veja que ao falar de "dependência de pornografia", estamos falando de algo diferente da dependência de drogas, álcool ou cigarro. Mas o consumo exagerado de pornografia pode, sim, trazer consequências para a vida de uma pessoa, e é legal buscar ajuda se isso estiver acontecendo. 

O excesso de pornô atrapalha o sexo?

Vários estudos têm mostrado que o consumo excessivo de pornografia, principalmente pelos homens, produz uma expectativa em relação ao desempenho na cama que é totalmente descolada da realidade. 

As cenas apresentadas nessas produções são de relações sexuais performáticas, que não acabam nunca, e com atores que ejaculam uma quantidade capaz de encher um balde, o que faz muitos homens acharem que ejaculam pouco. 

Diante disso, alguns estudos indicam que assistir vídeos eróticos em excesso pode apresentar alguma disfunção erétil. Possivelmente, o problema está relacionado com os estímulos dos vídeos, que provoca uma dimensão exagerada da performance sexual, leva à comparações indevidas e gera ansiedade. 

Outro ponto de atenção é que uma parte das pessoas desenvolve quase que uma dependência dessas produções – ou seja, só conseguem ficar excitados ao assistir pornografia – o que também pode dificultar na hora H.

Então, a recomendação é estar atento e não exagerar nem no tempo e nem na quantidade de estímulos buscado nesse tipo de conteúdo. O melhor termômetro sempre é você mesmo e se achar que está exagerando, tente controlar um pouco.