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Como chegamos à triste marca de 500 mil mortes para a Covid-19?

A demora para comprar vacinas e o negacionismo contribuíram para o alto número de mortes no Brasil
A demora para comprar vacinas e o negacionismo contribuíram para o alto número de mortes no Brasil - Arte

Redação Publicado em 24/06/2021, às 17h00

Na última semana o Brasil atingiu o patamar de 500 mil vidas perdidas para a Covid-19 - um número impressionante e chocante, principalmente por retratar uma resposta muito fraca das autoridades brasileiras em relação à proteção da população do país. 

Ao observar a trajetória de enfrentamento da pandemia, houve uma demora para tomar medidas importantes, como comprar vacinas, além da insistência em tratamentos ineficazes e o negacionismo às evidências científicas. 

Todos esses fatores acabaram atrapalhando em grande medida a resposta brasileira ao coronavírus e, consequentemente, provocaram um impacto direto no número de mortes. 

Comparação com outras tragédias

O jornal Folha de São Paulo divulgou um infográfico comparando o número de mortes atingidas pelo Brasil (500 mil vidas perdidas) com outras tragédias da história da humanidade: 

  • A bomba atômica de Hiroshima matou 130 mil pessoas, um número quase quatro vezes menor do que o de vidas perdidas durante a pandemia no Brasil;
  • O ataque às torres gêmeas nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001 matou cerca de 2.750 pessoas, um número 180 vezes menor do que o de mortes brasileiras;  
  • O desastre de Brumadinho matou 270 pessoas, um número 1500 vezes menor do que o registrado de vidas perdidas para a Covid-19.

A grandeza e o impacto das "500 mil mortes” não é apenas sobre números, mas sobre vidas perdidas de pessoas queridas, que estão ausentes em milhares de famílias brasileiras.  

Confira:

A pandemia não acabou

Apesar de a vacinação ter começado no Brasil há cerca de cinco meses, o país ainda segue em uma velocidade muito baixa de imunização e, portanto, existem muitas pessoas que permanecem vulneráveis à doença. 

Além disso, os números dessas duas últimas semanas mostram que a média de mortes diárias, assim como de casos, está estabilizada em um patamar muito alto. Assim, é importante que as medidas de proteção sejam mantidas: distanciamento e isolamento social, uso de máscaras e condutas básicas de higiene para evitar a propagação da Covid-19. 

A pandemia permanece, os casos continuam a acontecer e as pessoas que não foram vacinadas têm um risco muito maior de adoecer de uma forma mais grave. Por isso, todas as medidas são fundamentais e essenciais. 

Faça a sua parte: todo mundo precisa tomar a vacina! Ao deixar de se imunizar, a pessoa está colocando em risco a própria proteção e agindo de maneira egoísta, afinal, todo esse contexto enfrentado pelo Brasil diz respeito a uma comunidade, a uma população e a todo um país.