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Maconha ficou mais forte nos últimos 50 anos; e isso envolve mais riscos

Da Redação

17/11/2020 17:40




Pesquisadores alertam que a maconha que as pessoas adquirem na rua está cada vez mais forte. Isso significa que alguns riscos que têm sido associados ao consumo, como o de facilitar transtornos psicóticos ou de causar uma eventual dependência, também aumentaram de forma expressiva.

As conclusões foram obtidas a partir da análise de amostras coletadas nos últimos 50 anos nas ruas de sete países: EUA, Reino Unido, Holanda, França, Dinamarca, Itália e Nova Zelândia.

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Crédito: Pixabay

Concentração de THC é maior

O foco do trabalho foram as concentrações de THC (tetrahidrocanabidiol), o componente responsável pelo “barato” proporcionado pela maconha. Também é o THC o responsável, segundo estudos, por deflagrar transtorno psicótico ou gerar dependência em alguns usuários.

Entre as amostras da erva, obtida a partir das folhas, caules e sementes secas, as concentrações de THC encontradas aumentaram 14% de 1970 a 2017. Os autores do estudo explicam que a mudança se deve ao crescimento de participação, no mercado, de variedades mais fortes da cannabis.

As concentrações tiveram elevação ainda maior, de 24% no mesmo período, nas amostras analisadas de resina da cannabis (haxixe). Os pesquisadores também alertam que a resina costumava ter quantidades mais altas de CBD (canabidiol), componente responsável pela maioria dos efeitos terapêuticos atribuídos à maconha. Hoje, porém, as quantidades de CBD estão bem menores, enquanto os níveis de THC aumentam. Outrs estudos já apontaram esse tipo de mudança nos últimos anos.

Mais usuários em tratamento

De acordo com o autor principal, o médico e pesquisador Tom Freeman, à medida que a cannabis tem ficado mais potente, o número de pessoas que buscam o sistema de saúde para tratar problemas relacionados à droga fica maior. Ele diz que hoje há mais europeus em tratamento por causa de maconha do que por heroína ou cocaína.

O estudo foi coordenado por uma equipe da Universidade de Bath, no Reino Unido, com financiamento da Sociedade para o Estudo da Dependência, e publicado no periódico Addiction.

 

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