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Mulher que sofre diferentes formas de violência é dez vezes mais propensa a tentar suicídio

Da Redação

16/11/2020 15:04




Mulheres que sofrem abuso sexual e também outras formas de violência praticada pelo parceiro íntimo têm mais problemas de saúde, com duração maior, e ainda são dez vezes mais propensas a tentar suicídio.

As conclusões acima são de um estudo da Universidades de Bristol, na Inglaterra, em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Universidade de Melbourne, na Austrália.

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Crédito: Pixabay

Não é só violência física ou sexual

A violência praticada pelo parceiro íntimo é uma das formas mais frequentes de violência contra a mulher. Mas, além de agressões físicas e abuso sexual, existe também a violência psicológica, moral e patrimonial. Vale lembrar que a pandemia de Covid-19 deixou as mulheres ainda mais vulneráveis ao problema.

Os pesquisadores analisaram dados de uma pesquisa da OMS sobre saúde da mulher que contou com 21 mil participantes de 11 países direrentes.

Eles descobriram que mais de 15% das mulheres que já tiveram um parceiro sofreram formas combinadas de violência, incluindo a sexual, pelo parceiro íntimo, o que é uma proporção muito alta.

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Impactos na saúde física e mental

Mulheres que sofreram múltiplas formas de abuso foram mais propensas a ter dificuldade para andar, dificuldade para realizar as atividades diárias, dor ou desconforto, falta de memória ou concentração, tontura e corrimento vaginal. Além disso, o uso de remédios para dormir ou analgésicos foi mais frequente entre elas. Por fim, as tentativas de acabar com a própria vida foram muito mais frequentes entre essas vítimas.

É importante frisar que nem sempre o abuso psicológico é reconhecido como uma forma de violência. Para os autores do estudo, é fundamental que profissionais de saúde e legisladores levem em conta as diferentes forma de abuso que parceiros íntimos podem praticar, a fim de permitir um suporte mais adequado às mulheres.

Os pesquisadores ressaltam, ainda, que a violência praticada pelo parceiro íntimo também interfere na saúde física e mental das crianças. As informações foram publicadas no periódico International Journal of Epidemiology.

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