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Flexibilização não significa que pandemia acabou, alertam especialistas

Da Redação

9/10/2020 18:42




A flexibilização do isolamento social devido à pandemia da Covid-19 foi o tema de um importante debate mediado pelo médico Jairo Bouer no UOL VivaBem, nesta sexta-feira (9). O papo contou com o secretário municipal da Saúde de São Paulo Edson Aparecido, a psiquiatra Carmita Abdo, professora da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e a doutora em microbiologia Natalia Pasternak, do Instituto Questão de Ciência.

 

Redução dos casos

O secretário mencionou que o aumento da testagem, com rastreamento nas famílias, em casos positivos, permitiu o controle da doença e a passagem para a fase verde. “Hoje nós temos 37% dos leitos de UTI no sistema público ocupados e 40% dos leitos de enfermaria”, informou Aparecido, lembrando que o município chegou a ter 100% de leitos de UTI ocupados.

Natalia Pasternak, por outro lado, deixou claro que ainda é preciso tomar muito cuidado: “A flexibilização da quarentena não significa o fim da pandemia”, alertou. A bióloga ainda ressaltou que existe subnotificação de casos, e que os números que vemos hoje refletem o passado, e não o presente. Por último, ela criticou a irresponsabilidade dos gestores que têm anunciado quando a vacina vai chegar. Pela forma como os estudos clínicos funcionam, não há como garantir uma data.

E a saúde mental?

E o que fazer com a população que não aguenta mais ficar em casa? Para a psiquiatra Carmita Abdo, é bom que as pessoas já estejam procurando formas de compensar com pequenos momentos de prazer. “Já que eu não posso sair de casa eu vou me dar um presente”, exemplifica.

Jairo questionou com os participantes sobre a suposta “quarta onda”, que seria o aumento dos transtornos mentais. “Um contigente muito grande de pessoas que não tinha ansiedade e depressão, passou a ter, e quem já tinha, teve seu quadro agravado”, concordou a psiquiatra Carmita Abdo. Para isso, não há vacina.

 

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