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Você já ouviu falar em ciúme patológico? Saiba como identificar a condição

Da Redação

8/10/2020 10:27




O ciúme é um sentimento presente em diversos relacionamentos, sejam eles amorosos ou não. Em geral, surge quando a gente percebe que perdeu o favoritismo, que a pessoa amada está interessada em outra, ou está sendo cobiçada por alguém.

Apesar de causar bastante incômodo, sentir ciúme é algo natural, uma espécie de mecanismo de defesa diante de uma suposta ameaça ao relacionamento. Mas esse sentimento pode ser considerado patológico quando causa sofrimento excessivo e traz prejuízos para a vida tanto do ciumento quanto de quem é alvo dele. Essa tendência parece ter se acentuado com o advento das redes sociais, por isso é bom ficar atento.

Conheça as principais características do ciúme patológico, de acordo com o Programa Ambulatorial Integrado dos Transtornos Do Impulso (Pro-Amiti), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo):

  • excesso de ciúme, sem presença de delírio;
  • pensamentos irracionais e suspeitas acerca da infidelidade do parceiro;
  • comportamentos excessivos direcionados a busca de informações sobre as suspeitas;
  • sentimentos intensos de raiva, medo, tristeza e culpa;
  • violência verbal ou física contra o(a) parceiro(a) ou a terceiros;
  • pensamentos e comportamentos que geram angústia e prejuízos nos relacionamentos sociais, emocionais ou sexuais;
  • indivíduo apresenta sintomas físicos quando se preocupa com o que o(a) parceiro(a) está fazendo, como: taquicardia, sudorese, falta ou aumento de apetite, insônia etc

Síndrome de Otelo: ciúme delirante

Casos de ciúme doentio sempre existiram e até inspiraram obras de arte, como “Otelo”, de Shakespeare. Na história, o personagem principal chega a matar a esposa depois que as suspeitas de infidelidade se transformam em ideias delirantes (sem base na realidade). Tanto que esse tipo mais grave de ciúme patológico, que envolve um quadro psicótico, hoje é chamado pelos especialistas de “síndrome de Otelo”.

Além dos delírios de infidelidade, pessoas com a síndrome se tornam hostis, agressivas, e ficam obcecadas em buscar provas de que suas ilusões são reais. Não é raro que o quadro resulte em violência ou morte, como na obra de Shakespeare.

Alguns estudos recentes têm associado a síndrome de Otelo a distúrbios neurológicos e a outros transtornos psiquiátricos.

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