
Redação Publicado em 31/01/2026, às 10h00
Fazer uma tatuagem é uma decisão que mistura arte, estilo e, muitas vezes, o registro de um momento importante. Mas para que o resultado fique incrível e sua saúde continue em dia, não dá para contar com a sorte.
Seja sua primeira ou sua décima tatuagem, existem protocolos de segurança que não podem ser ignorados. Batemos um papo com as dermatologistas Glauce Eiko e Karem Christine Corrêa e Silva, ambas integrantes da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) - Regional SP, para saber quais cuidados devem ser tomados para evitar problemas. Confira:
Antes de “fechar” com o tatuador, você precisa avaliar uma série de questões para garantir sua segurança e qualidade do serviço. A maioria das complicações acontece por falhas de higiene e técnica.
Sua pele precisa estar pronta para o "trauma" da agulha.
Seguindo essas orientações, você estará preparado para a experiência da tatuagem, minimizando riscos e promovendo uma cicatrização mais saudável.
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Sua documentação deve incluir uma ficha com histórico de saúde, alergias e uso de medicamentos, além de um termo de consentimento informado.
Observe se o profissional lava as mãos e troca as luvas entre as etapas, além de usar máscaras descartáveis. A pele deve ser higienizada e desinfetada antes de começar, e você deve verificar novamente se os materiais são descartáveis e abertos na sua frente. O ambiente deve ser livre de alimentos e lixos expostos. É uma minicirurgia, então o rigor deve ser o mesmo!
A tatuagem é uma ferida aberta. O cuidado aqui define o resultado final.
As infecções, que podem ser bacterianas, fúngicas ou virais, são complicações comuns após a tatuagem, bem como alergias, por isso é preciso ter cuidado. É normal ter uma leve vermelhidão, descamação e coceira nos primeiros dias – isso faz parte da cicatrização normal. Mas procure um médico se notar:
Atenção: algumas tintas são mais propensas a causar reações alérgicas ou granulomas (pequenos nódulos endurecidos). Se a tattoo começar a coçar ou ficar alta meses depois de feita, consulte um dermatologista.
Eventuais infecções podem ser tratadas com antibióticos, mas em alguns casos pode ser necessária internação. Queloides podem demandar tratamento com corticoides ou laser. Infecções como hepatites ou HIV podem ocorrer em estúdios não regulamentados.
Qualquer que seja o caso, notifique o estabelecimento, pois complicações podem indicar falhas na esterilização.
Nenhum método de remoção é 100% garantido ou indolor. Hoje, os lasers de picossegundo (como Nd:YAG e alexandrita) ou Q-switched são considerados os melhores: eles "explodem" o pigmento em partículas minúsculas para o corpo expulsar.
Mas é bom preparar o bolso e a paciência: nenhum método de remoção de tatuagem é 100% eficaz, podendo deixar vestígios ou alterações na pele. Além disso, no caso do laser, são necessárias de 6 a 10 sessões (ou mais), com intervalos longos. Cores como amarelo, verde e azul claro são as mais difíceis de apagar.
Outro método mais radical é a remoção cirúrgica, que consiste em retirar a pele tatuada e suturar, o que é útil para tatuagens pequenas, embora deixe uma cicatriz linear proporcional ao tamanho da área. Enxertos ou expansores cutâneos são reservados para casos muito específicos.
Dica final: tatuagem é para sempre, então não economize na segurança. Escolha o profissional pelo portfólio e pela higiene, não pelo preço!