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Estudo: mulheres são mais afetadas por incontinência urinária

A incontinência urinária pode afetar a vida e o psicológico das pessoas
A incontinência urinária pode afetar a vida e o psicológico das pessoas - iStock

Redação Publicado em 18/05/2021, às 15h27

Uma pesquisa realizada pelo IPEC (Inteligência e Pesquisa e Consultoria) com duas mil pessoas apontou que a incontinência urinária (IU) acomete 30% da população brasileira. As mulheres foram maioria, representando 68% das pessoas afetadas.

De acordo com o estudo, 69% dos brasileiros afirmam não saber que a perda de urina, em qualquer quantidade, é considerada incontinência urinária. Dessa maneira, o número de incidência pode ser subestimado e ainda mais pessoas podem sofrer com os impactos psicológicos dessa condição. 

O que é incontinência urinária?

Qualquer situação em que se escapa um pouco de urina já é considerada incontinência urinária. O mais comum é que as pessoas notem a condição durante espirros, tosses ou até no esforço para pegar peso ou no meio de uma gargalhada.

Das 68% de mulheres afetadas pela incontinência, 20% afirmaram que a incontinência começou durante ou após a gravidez, 15% após ou durante a menopausa e 15% na terceira idade. 

Vale lembrar que essa é uma condição que pode acometer pessoas de todas as idades, mas principalmente mulheres a partir de 35 anos.

Quais são as consequências?

É comum que mulheres portadoras de incontinência urinária se isolem social e afetivamente, evitando encontros familiares e com amigos para evitar situações constrangedoras diante de um novo episódio de perda de urina. Segundo a pesquisa, 61% dos entrevistados entendem que as perdas urinárias têm um grande impacto na escolha de evitar sair de casa e 77% afirmam que não frequentariam locais que não houvesse banheiros próximos se tivessem IU. 

Além disso, 56% afirmaram que a condição de escape de urina impacta na feminilidade. "Muitas buscam vestir-se com roupas mais largas e escuras, que disfarcem o uso de fraldas e absorventes ou no caso de ficarem molhadas", explica Ana Claudia Delmaschio, psicóloga da Associação Brasileira pela Continência BC Stuart.

Ainda segundo a pesquisa, 19% das mulheres afirmaram que evitariam ter relações com seu/sua parceira (o). Além de demonstrarem mais irritabilidade, cansaço, baixa autoestima, ansiedade e depressão. 

A pessoa que sofre com a incontinência deve procurar ajuda médica especializada para fazer o tratamento. Isso é essencial para que ela volter a ter confiança e viva uma vida mais plena.

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