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Coito interrompido funciona como método contraceptivo?

A camisinha ainda é o método contraceptivo mais indicado
A camisinha ainda é o método contraceptivo mais indicado - Freepik

Redação Publicado em 21/03/2021, às 09h00

Os métodos contraceptivos mais comuns são camisinha e pílula anticoncepcional. Contudo, ainda há pessoas que consideram o coito interrompido uma outra forma de prevenir gravidez.  É importante lembrar que essa não é a melhor tática, já que nem sempre o homem consegue se controlar e retirar o pênis a tempo.

Para completar, o líquido pré-ejaculatório, que é liberado pelo pênis antes da hora "H", pode conter espermatozoides. Ou seja, há risco de engravidar mesmo que o parceiro goze fora, ainda que ele seja menor. Se o ciclo menstrual da mulher não for regular, o cálculo do período fértil fica impreciso, e a preocupação aparece no dia seguinte. 

Ele tirou, mas estou insegura, o que fazer?

Isso acontece com bastante frequência, ainda mais depois de saber sobre os riscos do famoso líquido pré-ejaculatório. Se a mulher não estiver tomando anticoncepcional e não contar com nenhum outro tipo de proteção, como o DIU, o ideal seria que ela conversasse com um ginecologista para saber o que fazer após uma relação desprotegida. 

Uma saída possível seria tomar a pílula do dia seguinte. Mas vale lembrar que essa medida, caso escolhida, deve ser providenciada rápido, pois sua eficácia diminui de maneira progressiva com o passar do tempo. 

Assim, o ideal é que a pílula do dia seguinte seja tomada nas primeiras 12 ou 24 horas após a relação sexual – período que garante maior eficácia, na ordem de 95%. Mas também é possível utilizá-la em até 72 horas (ou 3 dias) após a relação suspeita. Se tomada depois desse prazo, no quarto ou no quinto dia após a relação, a eficácia diminui bastante, e a mulher deve ficar atenta para o risco de gravidez.

Conclusão? Mesmo quando tomada de forma correta, a pílula do dia seguinte apresenta uma margem de falha e não garante 100% de proteção. Além disso, esse é um método reservado apenas para emergências. Portanto, é aquela velha história: melhor prevenir do que remediar.  

Dedo “melecado” depois traz risco?

Uma outra pergunta que chega para gente com muita frequência é sobre o risco de engravidar quando o parceiro, depois de gozar fora, volte a estimular a parceira.  O risco existe quando o garoto acaba de ejacular e introduz os dedos sujos de sêmen diretamente no canal vaginal, o que seria quase como uma inseminação. Se ele ejaculou, limpou a mão e só depois introduziu o dedo na vagina, não há motivo para se preocupar.

Bom, mesmo, é não ter estresse

A gente sabe que, no calor do momento, fica difícil controlar tudo o que acontece. E o receio de uma gravidez indesejada causa enorme estresse. Por isso é sempre bom conversar antes mesmo que a coisa esquente. Se o casal ainda está se conhecendo, ou o sexo é casual, o ideal é usar a camisinha desde o início da relação, já que o método também evita as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Já se o casal tem um relacionamento, o mais indicado é que ambos façam exames e discutam se é seguro, mesmo, ficar sem o preservativo. Se for o caso, a mulher deve conversar com o ginecologista sobre o método de contracepção mais adequado para ela.