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Paquera entre colegas de trabalho diminui o estresse, diz estudo

Jairo Bouer

16/12/2019 22:20




Flertar com colegas de trabalho pode ser uma boa forma de aliviar o estresse, segundo um estudo publicado pela Universidade do Estado de Washington, nos EUA. Mas os pesquisadores esclarecem que esse clima de paquera não tem nada a ver com assédio sexual, um problema sério que deve ser punido.

O estudo questiona algumas políticas de tolerância zero adotadas em algumas empresas, especialmente depois que o movimento #MeToo ganhou repercussão e levou até à prisão de celebridades. Em alguns locais de trabalho, foram criadas regras como evitar o compartilhamento de táxis e abraços em público.

Os pesquisadores entrevistaram empregados nos EUA, Canadá e Filipinas, antes e depois do movimento #MeToo. A equipe investigou o que os especialistas chamam de “narrativa sexual”, ou seja, piadas e fofocas picantes. Além disso, verificaram o efeito de comportamentos de flerte, como olhares tímidos e elogios sobre a aparência física. Nada ofensivo, é claro.

A conclusão é que a maioria dos funcionários é neutra em relação a narrativas sexuais. Mas ao mencionar episódios casuais de  flerte, a maioria manifesta sentimentos positivos. Ao serem paqueradas por um colega, as pessoas se sentem bem com elas mesmas, e isso ajuda a lidar com o estresse.

O trabalho, publicado no periódico Organizational Behavior and Human Decision Processes, contou com quatro grupos diferentes de empregados, sendo que, ao todo, mais de 1.400 pessoas foram entrevistadas. Em uma das amostras, os funcionários enfrentavam um problema em comum – uma situação de injustiça cometida pela chefia. E, para esse grupo, flertes até foram associados a um risco mais baixo de estresse e insônia.

Para os autores do estudo, regras muito rigorosas para evitar paquera no trabalho podem inibir certos comportamentos que teriam um efeito positivo para os funcionários. Mas eles deixam claro que o flerte é bem-vindo apenas entre colegas. Quando parte de superiores ou chefes, o risco de confundir o elogio com assédio é alto, e aí o estresse aumenta muito.

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