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Jovem sofre importunação sexual dentro de ônibus em SP; como combater esse tipo de situação?

Da Redação

5/11/2020 17:41




Em vídeo postado no YouTube, jovem registra momento em que sofreu importunação sexual dentro de um ônibus no Litoral Paulista, em São Paulo. Segundo a queixa registrada na Delegacia de Defesa da Mulher, a vítima, Ingrid Silva Calomino, de 21 anos, seguia para o trabalho e estava sentada na penúltima fileira do transporte coletivo, quando um homem sentado na fileira de trás começou a passar a mão nela.

De acordo com o relato da vítima, um senhor idoso começou a passar a mão nos cabelos dela e, em seguida, tocou as suas costas, chegando até mesmo a colocar a mão em seu seio. Imediatamente, Ingrid começou a gravar e o homem prontamente se defendeu. “Falei que ele era um assediador, que tinha gravado. Ele começou a dizer que só estava apoiando a mão dele. Mas, encostou no meu seio”, relatou a vítima. 

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Crédito: YouTube/imagensqueimpressionam

Nas imagens, é possível ver o idoso tirando a mão de Ingrid quando percebe que está sendo gravado. Assim que desceu do ônibus, a jovem foi à Delegacia de Defesa da Mulher registrar a ocorrência. A polícia se comprometeu a analisar as imagens para tentar identificar o suspeito.

Outro caso que chamou a atenção nesta semana foi a de um massagista preso em flagrante também por importunação sexual, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. O homem, de 53 anos, teria passado a mão nas partes íntimas de sua cliente, que estava recebendo uma massagem devido a fortes dores nas costas.

De acordo com o depoimento da vítima, prestado à polícia, na hora em que ela reagiu à ação do homem, se levantou assustada, mas o que ele alegou foi “Sou homem! Isso acontece”. Já em frente à polícia, no momento da detenção, o homem disse que “não precisava ser preso, pois tinha pedido desculpas pra mulher e que esbarrou acidentalmente nas partes íntimas – por várias vezes”, segundo o Delegado Antônio Silvino, titular da 66ª DP (Piabetá), em entrevista ao UOL.

Como combater o assédio?

Infelizmente, casos como os relatados acima são muito comuns, e acabar com algo que está tão intrínseco na cultura depende de educação e redes de suporte.

Se garotos entenderem limites, desde cedo, e souberem respeitar direitos e espaço das garotas, possivelmente teremos muito menos problemas com assédio e violência contra as mulheres no futuro. Em paralelo, garotas que aprendem a identificar riscos, problemas, condutas impróprias e sabem como proceder nessas situações também passam a ter voz mais ativa nessas relações.

Muitos casos deixam de ser denunciados porque o autor do abuso pode ser alguém conhecido e há medo de represálias. Por isso, é muito importante que as mulheres tenham acesso a redes de suporte, para que elas saibam que não estão sozinhas e se sintam seguras para agir.

Todas essas mudanças só são possíveis com escolas antenadas e dispostas a discutir a fundo essas questões, e com famílias que evitem reforçar estereótipos e mantenham o diálogo com seus filhos.

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