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Histórico familiar, sexo e idade podem ter relação com asma

Crianças com histórico familiar de asma tinham duas vezes mais risco de ter asma
Crianças com histórico familiar de asma tinham duas vezes mais risco de ter asma - iStock

Redação Publicado em 17/05/2021, às 17h52

Um estudo publicado na JAMA Pediatrics mostrou que alguns fatores, como histórico familiar, raça e sexo, estão associados de diferentes maneiras a taxas mais altas de asma em crianças.

De acordo com os pesquisadores, as taxas de asma foram duas a três vezes mais altas nas crianças cujos pais ou mães tinham histórico da doença. A relação foi ainda mais alta para quem tinha até 4 anos de idade. 

Eles também descobriram que as taxas de asma em crianças negras eram muito mais altas do que nas brancas durante os anos pré-escolares. Contudo, as taxas de incidência caíram entre as crianças negras depois dos 9 anos, mas aumentaram entre as crianças brancas mais tarde na infância.

12 mil participantes

Mais de 12 mil crianças nascidas entre 1980 e 2014 foram acompanhadas no estudo. Os dados foram coletados de 31 pesquisas diferentes sobre asma infantil em 30 estados norte-americanos e em Porto Rico, como parte do programa nacional de Influências Ambientais na Saúde Infantil (Echo, na sigla em inglês). Os dados coletados incluíam diagnóstico, história familiar de asma, sexo, raça, etnia, ano de nascimento e escolaridade da mãe biológica. Do total de participantes, 51% eram meninos e 49% meninas; 52% eram brancos e 23% negros.

Crianças com histórico familiar de asma tinham duas vezes mais risco de ter a condição dos  4 aos 14 anos em comparação com aquelas sem histórico familiar.

Além disso, foi observado que os meninos com histórico familiar de asma apresentaram taxas mais altas do que as meninas nos primeiros anos. Aos 14 anos, a taxa de incidência era quase a mesma. Por fim, crianças negras tiveram as maiores taxas de asma, independentemente do histórico familiar.

Vale lembrar que a asma é a principal causa de doença em crianças que pode levar a danos permanentes nos pulmões. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, estima-se que uma em doze crianças com 17 anos ou menos tenha asma nos Estados Unidos, o que causa sibilância, dificuldade para respirar e tosse. Todos os anos, uma em cada seis crianças com asma visita o pronto-socorro e cerca de uma em cada vinte crianças é hospitalizada.

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