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Ansiedade é mais comum em jovens com doenças crônicas

Jairo Bouer

4 de maio


Jovens que sofrem de doenças crônicas, como asma, doença cardíaca congênita, diabetes, epilepsia, doença inflamatória intestinal, artrite idiopática juvenil ou anemia falciforme, têm uma probabilidade mais alta de sofrer de ansiedade que o resto da população. Essa foi a conclusão de uma revisão sistemática de estudos publicada no Jornal da Academia Americana de Psiquiatria da Criança e do Adolescente.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, e envolveu 53 estudos com indivíduos de no máximo 18 anos de idade.

Para todas as doenças crônicas citadas no início do texto, os pesquisadores encontraram prevalências altas de transtornos de ansiedade — de 20% a 50%. Em todos, a taxa encontrada foi mais alta que a prevalência global, estimada em 6,5%. Nas pesquisas que envolviam grupo controle, as prevalências também foram significativamente mais altas.

Uma parte dos estudos (24, no total) avaliou, também, o impacto da ansiedade na evolução da doença. E foi possível perceber que o transtorno está associado a piora no controle dos sintomas e, como consequência, mais faltas na escola.

A equipe ainda descobriu que jovens ansiosos que sofrem de asma são mais propensos a fumar, o que é muito preocupante. Crianças e adolescentes com artrite também apresentaram mais dor, e aqueles com doença falciforme, maior tempo de internação durante complicações agudas ligadas à doença.

Já as evidências encontradas para jovens com diabetes foram inconsistentes. Os autores explicam que alguns estudos realmente apontaram uma piora do controle metabólico nos jovens ansiosos, mas outros indicaram uma associação positiva entre preocupação excessiva e adesão ao tratamento.

É importante que familiares e profissionais de saúde estejam atentos a possíveis sintomas de ansiedade entre os jovens, como sudorese, tremores, tontura, falta de ar, dores de estômago, náusea, medos exagerados ou timidez excessiva.

Quanto antes a ansiedade é diagnosticada e tratada, mais rápida é a melhora. Além da terapia, que traz ótimos resultados para crianças e adolescentes, medidas como atividade física regular, sono de qualidade, lazer e práticas de relaxamento também ajudam bastante.

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