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Como reduzir o risco de depressão entre jovens negras

Jairo Bouer

22/09/2020 21:26




Mensagens recebidas por meninas negras, em casa, sobre o fato de serem negras e também mulheres podem aumentar ou diminuir o risco de sintomas depressivos na adolescência. É o que conclui um estudo publicado nesta terça-feira (22) nos EUA.

Adolescentes negras têm uma probabilidade maior de ter depressão em relação a garotos negros e, principalmente, em relação a jovens brancos. Isso tem sido demonstrado em diversos estudos, inclusive no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a cada dez adolescentes (de ambos os sexos) que se suicidam, seis são negros.

Orgulho negro

Pesquisadores da Universidade do Estado da Carolina do Norte decidiram investigar alguns fatores que podem contribuir para esse risco, ou, pelo contrário, proteger as jovens. Para isso, eles analisaram dados de 287 negras com idades entre 13 e 17 anos.

As participantes foram questionadas sobre a frequência com que ouviam mensagens positivas ou negativas dos pais e/ou cuidadores sobre serem negras e, particularmente, mulheres negras. As jovens também foram avaliadas quanto a sintomas associados a depressão, como apatia, tristeza e desesperança.

Os resultados você já pode imaginar: quanto mais mensagens positivas as jovens recebiam, menor a chance de relatarem os sintomas e vice-versa. Os autores do trabalho, publicado no Journal of Youth and Adolescence, demonstram a importância de fomentar o orgulho negro desde cedo, e de se tomar cuidado com a reprodução de comentários ou atitudes que, muitas vezes, podem ter reflexos na autoestima dos mais novos.

Depressão

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que uma em cada cinco pessoas tenha problemas relacionados à depressão em algum momento da vida. Por isso, é importante saber quais os sintomas do transtorno:

– Sensação de tristeza prolongada ou de vazio, como se a vida perdesse suas cores

– Falta de interesse generalizado, até nas atividades que geravam prazer e no sexo

– Agressividade ou mau humor crônico

– Baixa autoestima, sensação de ser um peso para os outros ou sentimento de culpa

– Pessimismo, sensação de que não há solução para o mundo ou para os problemas

– Falta de energia, cansaço excessivo, perda de concentração e memória, falta de iniciativa;

– Agitação ou lentificação psicomotora (movimentos e pensamentos ficam mais lentos)

– Insônia ou sonolência excessiva

– Falta ou excesso de apetite

– Mal-estar físico, como dores, fraqueza ou sintomas digestivos

– Pensamentos sobre morte ou ideias de suicídio (nem sempre presentes)

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