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Borderline: entenda como os sintomas interferem nos relacionamentos

Jairo Bouer

17/09/2020 18:26




Filmes como o brasileiro “Eu Sinto Muito” (2019), “Garota Interrompida”(2000) e até os episódios 2 e 3 de Guerra nas Estrelas, que mostram como o jovem Anakin Skywalker virou Darth Vader, já foram usados como referências para explicar o transtorno de personalidade borderline.

O transtorno é marcado por forte instabilidade emocional, impulsividade, problemas de autoimagem e instabilidade nos relacionamentos, que costumam se manifestar cedo, na adolescência ou começo da vida adulta. Esses sintomas trazem enorme sofrimento e prejuízo nas relações afetivas e até profissionais.

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Sintomas

Além das quatro principais características citadas acima, o diagnóstico envolve pelo menos cinco dos sintomas abaixo:

– Um medo exagerado de rejeição ou abandono (seja ele real ou percebido), o que leva a atitudes desesperadas para tentar reverter a situação

– Alternância entre idealização e desvalorização do outro (o parceiro ou amigo pode ser colocado num pedestal e, de uma hora para outra, é visto como injusto ou incapaz, por exemplo)

– Mudanças bruscas de humor (por ex: a pessoa pode estar alegre e, em poucos minutos, tem uma crise de choro ou de raiva)

– Autoimagem instável (a pessoa pode ter boa autoestima num momento e, em outro, perceber-se como uma pessoa má ou fracassada; também pode ter conflitos de identidade)

– Comportamento impulsivo em pelo menos duas áreas, com prejuízos para a vida (como praticar sexo inseguro, comer compulsivamente, abusar de álcool ou drogas, dirigir de forma imprudente etc)

– Comportamentos, gestos ou ameaças repetidas de automutilação ou suicídio

– Sentimentos persistentes de vazio (muitas vezes a pessoa se automutila ou abusa de substâncias, comida ou sexo para tentar preencher essa sensação)

– Crises de raiva intensa ou problemas para controlar a raiva (o que pode comprometer os relacionamentos, levando a pessoa a sofrer com a rejeição que é tão temida)

– Pensamentos paranoicos temporários (a pessoa pode achar que está sendo perseguida ou negligenciada sem que haja motivos reais para isso) ou sintomas dissociativos desencadeados por estresse (a pessoa fica fora de si, perde a conexão com a realidade de forma involuntária)

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