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Álcool corta efeito da pílula do dia seguinte? Veja 4 dúvidas comuns

Jairo Bouer

28/02/2020 22:59




Muita gente tem dúvidas sobre o uso da pílula do dia seguinte, por isso aqui vão algumas informações importantes para você não se descuidar:

1. Álcool corta o efeito da pílula?

O consumo de bebida alcoólica não afeta a eficácia da pílula do dia seguinte, contanto que não haja vômitos nas horas seguintes à ingestão. Por isso não dá para exagerar na bebida. O ideal é esperar pelo menos umas 12 horas para consumir álcool após ter tomado o contraceptivo de emergência.

2. Se eu tomar estou 100% protegida?

Não dá para falar em 100%. Mas quando tomada logo depois da relação sexual desprotegida, o risco de falha é muito pequeno. Até 12 horas depois, a eficácia é estimada em 95%. Até 24 horas depois, cai para cerca de 88%. É possível utilizar a pílula do dia seguinte até 72 horas após a relação, mas aí o risco de gravidez aumenta bastante. É por isso que essa opção é só indicada, mesmo, para casos de emergência. É muito mais seguro utilizar um método anticoncepcional regularmente, como pílula, DIU ou camisinha em todas as relações.

3. Tem problema usar mais de uma vez no mês?

Se tomada com muita frequência, a pílula do dia seguinte pode até deixar a mulher ainda mais desprotegida, pois os hormônios ficam desregulados e ela não consegue mais detectar quando está no período fértil. Sem contar que os hormônios podem causar efeitos colaterais, como náuseas, dor de cabeça, tontura e alterações no ciclo menstrual.

4. Preciso falar com o ginecologista antes de usar a pílula do dia seguinte?

É possível adquirir o produto em em algumas farmácias ou nos postos de saúde sem receita médica. Mas o ideal é conversar com o ginecologista. Ele poderá explicar melhor sobre a dosagem e dar uma receita para você comprar o medicamento certo numa situação emergencial. Existe a dose única e também a versão com duas pílulas (a primeira deve ser tomada o quanto antes, e a segunda dose, 12 horas depois). E lembre-se: a pílula do dia seguinte não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

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