Projeto mostra como pais e professores podem agir para evitar o cyberbullying

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Especialistas das Universidades de Sevilha e Córdoba, na Espanha, dizem que, para evitar o cyberbullying, o envolvimento das famílias e a participação dos pais em programas de prevenção é fundamental. De acordo com o estudo, o comportamento deles tem influência significativa sobre as atitudes dos filhos na internet.

Os pequisadores, coordenados por Rosario del Rey, chegaram à conclusão de que as crianças e adolescentes que mais recebem carinho dos pais, e também incentivo à independência e ao bom humor, são as menos propensas a se envolver em cyberbullying. Esses jovens tendem a ter bom diálogo com o pai e a mãe, e costumam falar com eles sobre o que os deixa felizes ou preocupados.

Já os filhos que têm uma educação baseada no controle psicológico e na punição física têm uma tendência maior a relatar envolvimento, segundo os resultados. Esses jovens também seriam mais propensos a apresentar o papel duplo de agressor e vítima, uma realidade comum no ambiente virtual.

O trabalho contou com 2.060 estudantes de ensino médio da Andaluzia, e foi publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health. A análise fez parte de um projeto educacional mais amplo, focado na prevenção do cyberbullying e outros riscos associados ao uso da internet pelos jovens.

O projeto, chamado “Asegúrate” (“Certifique-se”, em tradução livre), envolve um total de 4.779 alunos de 5º e 6º anos. Ele é baseado no treinamento dos professores para lidar com o cyberbullying, uma iniciativa que tem se mostrado eficaz.

Embora o problema ocorra no ambiente virtual, que não é bem dominado pelo corpo docente, a promoção de valores como empatia e respeito pelos colegas na sala de aula acaba tendo repercussão no comportamento on-line também. Se pais e professores trabalharem juntos, as chances de combater o cyberbullying é muito maior, o que pode ter impacto positivo no desempenho escolar e na saúde mental dos jovens.