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Você provavelmente tem herpes, mas não sabe

Jairo Bouer

14 de outubro


herpes300Não olhe torto caso algum parceiro ou parceiro diga que tem herpes. Há grandes chances de você também ter esse vírus, que é altamente infeccioso, de acordo com uma estimativa divulgada recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e noticiada no Daily Mail.

A entidade afirma que dois terços da população mundial têm herpes. Mais de 3,7 bilhões de pessoas com menos de 50 anos possuem o vírus tipo 1 (HSV-1), mais associado ao herpes labial. E outras 417 milhões, na faixa dos 17 aos 49 anos, carregam no corpo o vírus tipo 2 (HSV-2), que com frequência provoca feridas nos órgãos genitais.

Vale ressaltar que, embora o HSV-2 seja a causa mais comum de herpes genital, ambos os vírus podem provocar essa doença sexualmente transmissível, como alerta a OMS. Segundo especialistas, isso acontece principalmente nos países mais ricos – é que as taxas na infância diminuíram, devido a hábitos de higiene, mas os jovens tornam-se expostos quando começam a praticar sexo oral.

A maioria dos infectados nunca vai desenvolver qualquer sintoma. O vírus pode ficar latente durante anos e as feridas só vão aparecer se houver uma baixa no sistema imunológico, devido a estresse, infecções ou alterações hormonais.

Claro que a transmissão ocorre com mais facilidade quando a doença está ativa, ou seja, quando há feridas na boca ou nos genitais, ainda que muito discretas. Mesmo assim, há risco de contrair o vírus de alguém que não apresente sinais, por toques, beijos, compartilhamento de batons, escovas de dente, lâminas de barbear, toalhas ou talheres.

O HSV-2 pode aumentar o risco de contrair e transmitir o vírus da Aids. Por isso é importante usar preservativo, mesmo durante o sexo oral, ainda que nem toda a região genital fique protegida. Ainda não existe vacina contra os herpes vírus, nem tratamento definitivo. Apenas o uso de medicamentos para controlar as crises.

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