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Só um em cada cinco jovens gays faz o teste de HIV, mostra estudo

Jairo Bouer

14 de outubro


EXAME300Garotos que fazem sexo com outros homens têm maior risco de ser infectados pelo HIV, mas apenas um em cada cinco já fez o teste para detectar o vírus, proporção muito menor do que a encontrada entre os não adolescentes. O estudo foi feito nos Estados Unidos, mas as conclusões podem muito bem ser aplicadas ao Brasil, onde o cenário é parecido.

O trabalho, da Universidade Northwestern em parceria com o Centro para Inovação em Pesquisas de Saúde Pública, envolveu uma amostra nacional de 302 garotos gays e bissexuais com idades entre 14 e 18 anos que participaram de um programa de prevenção do HIV baseado em mensagens de texto.

Os pesquisadores descobriram que apenas 20% dos jovens já tinham sido testados para o vírus da Aids. Para se ter uma ideia de como esse índice é baixo, um estudo recente feito pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças mostrou que 75% dos gays e bissexuais de 18 a 19 anos já fizeram o exame alguma vez na vida.

As maiores barreiras para os adolescentes, segundo a pesquisa, são a dificuldade em saber onde obter um teste de HIV e a preocupação em ser reconhecido em um centro de atendimento. Também existe, nessa faixa etária, uma certa ideia de invencibilidade, ou seja, de que isso não vai acontecer com eles.

O HIV continua a crescer entre jovens gays e bissexuais, tanto nos EUA quanto no Brasil, por isso é preciso mudar esse cenário.  Uma das sugestões dos pesquisadores é implementar a testagem nas escolas, algo que, embora gere alguma polêmica, ajudaria a diminuir o estigma em torno do exame entre os adolescentes. Os resultados foram publicados no Journal of Adolescent Health.

Vale lembrar que o tratamento precoce contra o HIV não só beneficia o próprio paciente, como também evita a transmissão da doença.

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