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Realidade virtual pode ajudar pacientes com depressão, segundo estudo

Jairo Bouer

14 de outubro


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Um estudo sugere que um jogo de realidade virtual pode ajudar no tratamento da depressão. Com ajuda da tecnologia, pacientes foram capazes de simular situações especialmente elaboradas pelos psicólogos para melhorar a autoimagem dos pacientes.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade College London, que já havia testado a técnica em indivíduos saudáveis. Desta vez, eles contaram com 15 pacientes diagnosticados com depressão – dez homens e cinco mulheres com idades entre 23 e 61 anos. Do total, dez estavam tomando antidepressivos, e os outros faziam somente terapia ou aguardavam atendimento psicológico.

O processo envolvia uma técnica conhecida como “incorporação”. Os participantes usavam um fone de ouvido e óculos de realidade virtual para ver as coisas sob a perspectiva de um avatar. Enquanto olhavam para um espelho, seu corpo se transformava no virtual, para aumentar a sensação de realidade.

Enquanto incorporavam o avatar, os participantes eram estimulados a interagir com uma criança virtual angustiada. Eles eram estimulados a sentir compaixão e, conforme interagiam com ela, a figura parava de chorar, respondendo positivamente. Depois, eles incorporavam a própria criança virtual e eram consolados com as mesmas palavras e gestos que tinham usado antes.

Cada sessão durou cerca de oito minutos e foi repetida uma vez por semana ao longo de 21 dias. Após um mês de tratamento, os pacientes relataram resultados positivos. Nove deles afirmaram que seus sintomas depressivos e de autocrítica tinham diminuído. E, para quatro desses participantes, a redução foi bastante significativa.

Todos relataram ter experimentado autocompaixão, algo que, segundo os pesquisadores, é importante para aliviar o excesso de autocrítica que as pessoas que lutam contra ansiedade e depressão costumam ter, especialmente quando as coisas dão errado.

A equipe espera confirmar os resultados em grupos maiores de pacientes. Eles acreditam que, no futuro, sistemas de realidade virtual terão baixo custo e poderão ser uma ferramenta de uso doméstico com bastante utilidade para quem sofre de transtornos psiquiátricos.

Os resultados foram publicados no British Journal of Psychiatry e divulgados no site Medical News Today.

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