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Raiva do parceiro pode interferir até na escolha do refrigerante

Jairo Bouer

14 de outubro


problemasexual

O que as pessoas fazem quando estão chateadas com o parceiro amoroso, mas não querem abrir o jogo? Segundo um estudo, elas compram um produto que o parceiro jamais compraria.

Segundo pesquisadores da Universidade de New Hampshire, esse tipo de reação é inconsciente, e mais comum entre parceiros que sentem ter menos poder no relacionamento. Como não querem brigar com o outro para não arriscar a relação, acabam colocando a raiva para fora de outra maneira. E o consumo é a válvula de escape, de acordo com o estudo.

Um exemplo citado pelos autores do trabalho: a pessoa ficou brava com o parceiro porque ele saiu de manhã e deixou a louça suja na pia. Em vez de pedir para ele lavar, ela fica quieta para não criar atrito. Mais tarde, porém, ela vai sozinha a uma lanchonete e escolhe a marca de refrigerante que concorre com a que o parceiro mais gosta.

O padrão foi identificado em três experimentos diferentes. Em um deles, os participantes passavam por uma pesquisa para medir seu poder sobre o relacionamento. Depois, eram convidados a relatar as marcas preferidas dos parceiros em seis categorias de produtos diferentes. Em seguida, passavam por uma tarefa que evocava, de forma subliminar, uma frustração em relação ao outro. Por fim, tinham que descrever suas próprias marcas prediletas. Quanto maior a raiva e menor o poder sobre o relacionamento, maior a tendência a escolher as marcas que rivalizam com as preferidas do parceiro ou parceira.

Os resultados, publicados no Journal of Consumer Psychology, mostram como comprar envolve processos inconscientes. E que relacionamentos podem interferir até na tendência a escolher uma marca ou outra.

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