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Raio-x de adolescentes revela excesso de estresse e de tecnologia

Jairo Bouer

14 de outubro


adolescenteinternet

Mais de um a cada três alunos de 12 a 17 anos relatam sintomas de estresse psicológico em níveis que variam de moderado a grave. A conclusão é de um estudo realizado no Canadá com um total de 10.426 estudantes. A proporção atual, de 34%, mostra que o problema aumentou bastante em relação a dois anos atrás, quando 24% dos jovens estavam na mesma situação.

O estresse psicológico é definido por sintomas ansiosos e depressivos, e pode ser medido por um questionário específico, com perguntas do tipo “quantas vezes você ficou nervoso ou se sentiu sem esperança nas últimas quatro semanas?”. O quadro foi mais frequente nas garotas do que nos garotos – 46% delas relataram altos níveis de estresse contra 23% deles.

O estudo foi conduzido pelo Centro de Dependência e Saúde Mental de Ontário, e é considerado um dos mais antigos desse tipo no mundo. Os pesquisadores explicam que o estresse psicológico tende a aumentar bastante durante a adolescência, especialmente por volta dos 16 e 17 anos.

Os resultados também mostram que quase dois terços (63%) dos estudantes passa no mínimo três horas ao dia em frente à TV ou ao tablet/computador. Embora a maioria dos jovens tenha classificado sua saúde como excelente ou muito boa, apenas 22% deles cumprem a quantidade diária de atividade física recomendada para a faixa etária, que é de 60 minutos de exercícios moderados a vigorosos.

Grande parte dos alunos (86%) usa mídias sociais diariamente e cerca de 16% passam cinco horas ou mais nesses sites a cada dia. Segundo os autores, quanto mais intenso o uso, maiores os riscos de o adolescente sofrer cyberbullying e suas consequências.

Do total de estudantes, 13% relataram o uso problemático de videogames (20% dos garotos e 5% das garotas), o que envolve perda de controle na quantidade dedicada a esse tipo de lazer e preocupações excessivas com os jogos. Em 2007, o primeiro ano de monitoramento, a proporção era de 9%.

Os autores da pesquisa pontuam que é praticamente impossível encontrar um jovem que não use tecnologia, mas, para eles, é possível haver um equilíbrio entre o tempo gasto nas telas e outras atividades.

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