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Quando se trata de sexo oral, “igualdade entre os sexos” está distante

Jairo Bouer

14 de outubro


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Muita coisa evoluiu no que se refere à igualdade entre os sexos, mas um estudo mostra que, quando se trata de sexo oral, as disparidades ainda são grandes. E não apenas os homens, mas também as mulheres fazem vista grossa ao assunto.

A pesquisa, conduzida por sociólogos da Universidade do Pacífico e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, foi publicada na edição on-line do Journal of Sex Research.

Os pesquisadores entrevistaram 71 homens e mulheres de 16 a 18 anos em duas ocasiões, com um ano de intervalo entre elas. Eles descobriram que tanto eles quanto elas acham que fazer sexo oral numa mulher é mais desagradável e que, por isso, é mais comum um homem receber do que fazer sexo oral.

Os sociólogos também verificaram que, durante as conversas, a linguagem utilizada para se referir à genitália feminina era sempre negativa, e que as mulheres com frequência se mostravam ambivalentes ao aceitar o sexo oral por causa dessas percepções.

A pesquisa ainda apurou que homens jovens são muito mais propensos a relatar que simplesmente não fazem sexo oral quando não estão a fim, enquanto mulheres jovens adotam estratégias para tornar a prática mais palatável nessas situações. Ou seja, muitas delas fazem sem ter vontade.

Para os autores, seria interessante que os programas de educação sexual também incluísse esse tipo de assunto, além de frisar, é claro, que sexo oral também deve ser feito com proteção.

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