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Pesquisa mostra que 10% das gestantes consomem bebida alcoólica

Jairo Bouer

14 de outubro


Uma pesquisa publicada nos Estados Unidos mostra que 10% das mulheres grávidas consomem álcool, e 3% bebem grandes quantidades em um curto espaço de tempo.

Os números são baseados em um levantamento nacional do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que contou com gestantes de 18 a 44 anos.

Entre mulheres não grávidas na mesma faixa etária, 53,6% relataram consumo de álcool e 18,2% o consumo excessivo.

Outro resultado preocupante do levantamento é que, enquanto as não grávidas relataram uma média de 3 episódios de consumo excessivo em um mês, as gestantes citaram 4.

Entre as grávidas, as mulheres que apresentaram maior probabilidade de beber foram as mais maduras (com idades entre 35 e 44 anos), com curso universitário (13%) e solteiras (12.9%).

Os autores do estudo alertam que os resultados podem estar subestimados, pois há muitas mulheres consomem grandes quantidades de álcool antes de descobrir que estão grávidas. Além disso, a pesquisa foi feita com base em entrevistas, e nem todas as gestantes podem ter sido sinceras ou precisas em relação à ingestão de bebida alcoólica.

Beber durante a gravidez, especialmente grandes quantidades de álcool, pode levar a defeitos congênitos e problemas de desenvolvimento na criança. Também pode causar abortos e partos prematuros.

Enquanto alguns médicos deixam suas pacientes tomarem uma taça de vinho em ocasiões especiais, outros recomendam que as gestantes fiquem longe do álcool, para evitar qualquer risco.

Mulheres grávidas que não conseguem ficar sem beber devem buscar ajuda – um especialista pode ajudá-las a seguir metas e, pelo menos, reduzir o consumo ao máximo.

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