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Lógica do jovem é outra ao gerenciar privacidade na internet, mostra estudo

Jairo Bouer

14 de outubro


Imagem de campanha suíça de conscientização sobre o sexting  (projuventute.ch)
Imagem de campanha suíça de conscientização sobre o sexting (projuventute.ch)

Os caminhos pelos quais adultos e adolescentes aprendem a gerenciar riscos de privacidade na internet são bem diferentes. É por isso que os jovens tendem a se expor mais de forma arriscada, conforme um estudo realizado na Universidade Penn State, nos EUA.

Enquanto a maioria dos adultos primeiro pensa e depois faz perguntas, os adolescentes tendem a primeiro assumir o risco e, em seguida, procurar ajuda. É o que explica Haiyan Jia, pesquisador em ciências da informação e da tecnologia e um dos autores do trabalho, apresentado nesta terça-feira na conferência Computer-Supported Cooperative Work and Social Computing, no Canadá.

Jia observa que os adultos muitas vezes não conseguem entender a atitude dos jovens, já que estão acostumados a considerar os possíveis riscos e tomar certas precauções. Mas a lógica dos adolescentes é outra. Só depois de passar por certas experiências é que eles começam a ir atrás de possíveis ações para reduzir os riscos, como se aconselhar com adultos, remover informações on-line ou ficar completamente off-line.

Como usam as redes sociais como plataforma para autoexpressão e um meio para ganhar a aceitação dos pares, os adolescentes estão mais sujeitos a publicar informações demais, o que pode resultar em situações de risco.

A equipe utilizou informações sobre o comportamento em mídias sociais de 588 adolescentes norte-americanos, a maioria deles usuários ativos de sites como o Facebook.

Os pesquisadores observam que o primeiro impulso de um pai pode ser proibir o acesso à mídia social, mas essa pode não ser a melhor saída. Não só porque os jovens vão acabar entrando de qualquer jeito, mas também porque, dessa forma, não vão aprender a gerenciar os riscos e a navegar com segurança.

Talvez seja hora de pais de adolescentes começarem a conversar com os filhos sobre os riscos da exposição on-line, assim como costumam falar (ou deveriam, pelo menos) sobre sexo seguro.

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