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Fertilidade do homem também diminui com a idade, mostra pesquisa

Jairo Bouer

14 de outubro


Assim como as mulheres, alguns homens também podem se tornar menos férteis com a idade. E isso ocorre devido a fatores ambientais, como excesso de trabalho, pressão alta ou consumo de medicamentos. É o que concluíram pesquisadores da Universidade de Stanford e dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA.

Cerca de 7,5% dos homens norte-americanos procuram o médico devido a problemas de infertilidade. De acordo com o principal autor do estudo, o médico Michael Eisenberg, explorar as causas é importante, uma vez que os homens têm tido filhos cada vez mais tarde.

De acordo com ele, fatores ambientais interferem na qualidade do sêmen, ou seja, no número, na forma e na capacidade de se movimentar dos espermatozoides.

Trabalhos anteriores já haviam mostrado que atividade física intensa, ou então trabalho intenso, produz altos níveis de hormônios esteroides supra-renais, que levam à deficiência de testosterona. Um deles é o cortisol, produzido em resposta ao estresse. Ele acaba permitindo o esforço excessivo no trabalho e pode contribuir para o aumento da pressão e, consequentemente, para o uso de medicamentos.

Os pesquisadores analisaram o histórico de saúde, a atividade ocupacional e a qualidade do esperma de 456 homens com idade média de 32 anos. Todos eles estavam em relacionamentos estáveis e tentavam ter filhos.

Eles descobriram que 13% dos homens que executavam trabalhos pesados apresentaram baixa produção de esperma, em comparação com 6% dos que não eram muito ativos. E 21% dos participantes que tinham pressão alta tinham qualidade de esperma menor em comparação com 17% dos homens sem hipertensão. A qualidade do sêmen também se mostrou pior à medida que aumentava o número de medicamentos consumidos.

Além dos fatores citados, sabe-se que tabagismo, ocorrência anterior de DST, cirrose, exposição a toxinas ambientais, doença falciforme e desnutrição têm sido associados a problemas de fertilidade.

Pesquisas adicionais devem mostrar se mudanças de comportamento no trabalho ou cuidados médicos específicos podem combater esses efeitos negativos sobre a fertilidade nos homens.

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