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Experiência negativa no Facebook triplica risco de depressão, segundo estudo

Jairo Bouer

14 de outubro


CYBERBULLYING700

Pesquisadores comprovam que jovens adultos que tiveram experiências negativas no Facebook, como assédio moral, mal-entendidos ou contatos indesejados, têm um risco significativamente maior de sofrer de depressão.

O trabalho, publicado no Journal of Adolescent Health, foi feito pela faculdade de saúde pública da Universidade Brown, nos Estados Unidos. Os pesquisadores mediram a prevalência, a frequência, a natureza e a gravidade das experiências interpessoais negativas relatadas por 264 usuários.

Um dos diferenciais da pesquisa é que, como ela inclui jovens adultos, foi possível medir a condição dos participantes antes do advento do Facebook, o que traz um resultado um pouco mais preciso sobre a influência da rede social. Isso porque nem sempre é possível saber o que vem primeiro: a depressão e os sentimentos de baixa autoestima ou a experiência negativa na internet.

Dentre os participantes, 82% relataram ter tido pelo menos uma experiência negativa desde que começaram a usar a rede social. E 63% afirmaram ter tido quatro ou mais delas. Do total, 24% apresentaram níveis moderados a graves de sintomas depressivos.

Após isolar fatores que pudessem influenciar os resultados, como o nível de emprego e saúde mental dos pais dos usuários, por exemplo, os pesquisadores identificaram um risco cerca de 3,2 vezes mais alto de sintomas depressivos nos participantes com experiências negativas no Facebook.

O tipo de experiência, claro, interferiu nos resultados. A ocorrência de bullying foi associada a um risco 3,5 vezes mais alto e a de contatos indesejados, a uma elevação mais discreta, de 2,5 vezes. A frequência também contou bastante, exceto para o bulying – um único caso foi suficiente para gerar consequências.

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