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Exercícios podem inibir ideias suicidas em jovens que sofrem bullying

Jairo Bouer

14 de outubro


A prática de atividade física por no mínimo quatro vezes por semana foi associada a uma redução de 23% na frequência de ideação e tentativas de suicídio entre adolescentes que sofrem bullying, revelou um estudo norte-americano.

Cerca de 20% dos estudantes dizem enfrentar o problema, nos EUA, que pode ser caracterizado pelo isolamento ou por situações de humilhação. Em muitos casos, o bullying leva ao abuso de substâncias, à ansiedade ou à depressão, que pode ser acompanhada pela ideia de acabar com a própria vida.

Na pesquisa, publicada no Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry,  foram analisados dados de mais de 13.500 jovens de 9 a 12 anos. A equipe, da Universidade de Vermont, notou que a frequência de exercícios era inversamente proporcional aos relatos de tristeza e desejo de se matar entre as vítimas de bullying.

De qualquer forma, os dados são preocupantes: 30% dos estudantes afirmaram que tinham se sentido tristes pelo menos duas vezes por semana no ano anterior à pesquisa, 22,2% apresentaram ideação suicida e 8,2% haviam tentado, de alguma forma, o suicídio. Os adolescentes que passaram por bullying eram três vezes mais propensos a querer se matar. Mas a prática de atividade física demonstrou funcionar como uma espécie de proteção contra a ideia.

Além de pensar em formas de diminuir inibir o bullying entre os alunos, incentivar a prática de exercícios é algo que todas as escolas poderiam fazer. Cada vez mais estudos têm mostrado que se movimentar ajuda no desempenho intelectual, além de reduzir o risco de depressão.

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