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Exercício ajuda paciente deprimido a parar de fumar, indica estudo

Jairo Bouer

14 de outubro


Pessoas com depressão precisam sair para fumar um cigarro com frequência duas vezes maior que os fumantes sem transtorno de humor.  E quem tem muita dificuldade de largar o fumo pode estar deprimido e não saber.  Essas são algumas das conclusões publicadas em um artigo na revista Nicotine & Tobbacco Research.

Cerca de 40% das pessoas que sofrem de depressão fumam – proporção bem mais alta que a encontrada na população em geral. Para se ter uma ideia, cerca de 15% da população, no Brasil, tem o hábito. Pesquisadores da Universidade de Concordia, no Canadá, e de Montpellier, na França, decidiram investigar o que está por trás dessa porcentagem mais elevada.

Quem sofre com transtornos mentais tem mais dificuldade de resistir ao vício, não importa a quantidade de tentativas. A ansiedade, a compulsão ou a falta de sono são alguns fatores que tornam a tarefa mais difícil.

No entanto, o estudo mostrou que existe uma solução simples e eficaz para essa desvantagem: um pouco de exercício a mais na rotina. Após 18 meses de experimentos, os pesquisadores descobriram que atividades simples, como caminhadas regulares, são capazes de controlar os sintomas de abstinência, ainda que não resolvam o problema da depressão.

Os pesquisadores acreditam que os médicos devem se lembrar sempre de prescrever exercícios físicos para pacientes com depressão que planejam parar de fumar. E eles acrescentam que é preciso considerar o transtorno em pacientes que não conseguem abandonar o cigarro. Eles podem sofrer de depressão e não ter recebido o diagnóstico.

Eles admitem, no entanto, que são necessárias evidências mais fortes para motivar políticas públicas, já que ainda existe um certo ceticismo sobre os efeitos da atividade física entre os médicos.

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