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Estudo mostra que noite em claro aumenta o risco de falsa confissão

Jairo Bouer

14 de outubro


culpa700 - Estudo mostra que noite em claro aumenta o risco de falsa confissão

Pessoas privadas de sono são muito mais propensas a assumir algo que não fizeram, de acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos. A conclusão, que pode ter repercussão em julgamentos de crimes, também mostra que, após uma noite em claro, é bom tomar cuidado com o que se diz.

A pesquisa foi feita em um laboratório da Universidade do Estado de Michigan, com 88 alunos de graduação. Eles foram convidados a fazer um teste no computador em troca de créditos para o curso. Eles tinham que responder a vários questionários, além de completar exercícios e tarefas. Várias vezes, eles recebiam o aviso de que não poderiam tocar na tecla “Esc”, ou então dados importantes do estudo seriam perdidos.

Metade dos participantes passaram pela prova de manhã, após uma noite completa de sono. A outra metade foi mantida acordada durante a madrugada para completar o teste. Após a jornada, eles tinham que assinar uma declaração com o tempo gasto no laboratório. O documento também continha a afirmação de que eles tinham apertado a tecla “Esc”, o que poderia comprometer parte dos dados.

Oito dos 44 estudantes que tinham dormido bem assinaram a “confissão”. Já no grupo que passou a noite em claro, o número foi bem maior: 22. Aqueles que apresentaram mais sinais de cansaço nas partes do teste que exigiam atenção foram os mais propensos a admitir o erro que não tinham cometido.

Os pesquisadores concluíram que, após 24 horas sem dormir, as pessoas são 4,5 vezes mais propensas a assinar uma confissão falsa. Eles esperam que os resultados tragam à tona a delicada questão sobre o uso da privação do sono em interrogatórios, uma prática comum nos Estados Unidos e em diversos países.

Pelo  estudo, publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences e divulgado no jornal britânico The Guardian, dá para tirar outras mensagens úteis para o dia a dia das pessoas, como a de que é sempre melhor evitar discussões sérias depois de uma noite em claro.

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