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Está mais difícil superar a dor de amor? Estudo pode explicar por quê

Jairo Bouer

14 de outubro


“Partir para outra” depois de ser rejeitado não é fácil para ninguém. Mas, para alguns, continuar sofrendo por um longo período mesmo sem ter chance nenhuma com a pessoa não é só uma questão de masoquismo. Segundo um estudo feito por neurocientistas, a tendência pode ter origem em uma depressão crônica ou não tratada.

De acordo com o trabalho, publicado no periódico Molecular Psychiatry, a dor da rejeição dura mais para essas pessoas, pois o cérebro delas libera menos opioides naturais, substâncias produzidas pelo próprio corpo que reduzem o estresse e os sintomas dolorosos.

Por outro lado, quando uma pessoa deprimida é correspondida amorosamente, ela se sente relativamente melhor do que uma pessoa saudável – mas só por algum tempo. Isso é algo que também pode ser explicado pelas diferenças no sistema opioide, segundo pesquisadores das universidades de Michigan, Stony Brook e Illinois, nos Estados Unidos.

Os autores comentam que fatores estressantes, como problemas amorosos, por exemplo, costumam agravar os sintomas de quem sofre de depressão e ansiedade. O organismo saudável, após uma rejeição social, costuma liberar os opioides da mesma forma que faz quando há dor física. Mas se a pessoa já estiver deprimida, o mecanismo não funciona adequadamente.

A descoberta abre portas para um possível novo alvo para os fármacos, o que pode ajudar pessoas com problemas psiquiátricos a lidar melhor com interações sociais negativas no futuro.

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