Pular para o conteúdo

Buscar solução para emagrecer na internet pode ser roubada, diz estudo

Jairo Bouer

14 de outubro


GOOGLE300Você vive buscando dietas ou dicas para emagrecer na internet? Tome cuidado. Um estudo mostra que duas a cada cinco pessoas fazem isso, e que a maioria dos links encontrados pode fazer as pessoas perderem apenas tempo ou dinheiro, e até ganharem peso.

Cerca de 2,1 bilhões de pessoas em todo o mundo sofrem com excesso de peso – não é à toa que o emagrecimento virou um grande negócio. No Brasil, a proporção já passa dos 50%.

De acordo com o estudo, publicado no Journal of Medical Internet Research e noticiado no jornal britânico Daily Mail, os piores links são os apresentados em primeiro lugar nas buscas do Google – sites que oferecem dietas e suplementos de qualidade questionável.

O autor do estudo, o pesquisador François Modave, da Universidade Estadual de Jackson, no Mississipi (EUA), alerta que os primeiros resultados recebem cerca de 90% de todos os clicks.

Para fazer a pesquisa, ele e sua equipe contaram com voluntários interessados em perder peso. Eles usaram termos como “perda de peso” ou “emagrecer” e deixaram o Google completar as buscas. Ao todo, foram feitas 30 diferentes consultas e os primeiros links quase sempre foram clicados. Os pesquisadores, então, avaliaram o conteúdo de cada site acessado com base em pareceres médicos.

Os sites relacionados a governos ou universidades apresentaram os conteúdos de melhor qualidade. No entanto, apenas um quinto dos sites teve mais de 50% de acertos, ou seja, trazia conteúdo com mais da metade das informações corretas. Outra crítica do grupo é que a maioria dos sites focava apenas em um elemento para a perda de peso, como dieta ou exercícios.

Para Modave, instituições governamentais e acadêmicas devem tomar providências para tornar seus sites mais fáceis de serem encontrados nas buscas. E os consumidores devem ser mais críticos e desconfiar de promessas milagrosas para emagrecer.

FIQUE POR DENTRO DAS ÚLTIMAS NOTÍCIAS