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Autoimagem distorcida leva garotas a beber pesado, diz estudo

Jairo Bouer

14 de outubro


BINGEDRINKING

Garotas do ensino médio que têm uma percepção distorcida do próprio corpo são mais propensas a ter episódios de beber pesado em relação a colegas que não têm o problema. A conclusão é de um estudo que será publicado em janeiro no Journal of Studies on Alcohol and Drugs.

Pesquisadores da faculdade de medicina da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, avaliaram 6,579 garotas com idades entre 14 e 18 anos para descobrir se uma autoimagem negativa pode interferir em comportamentos de risco. E a relação foi confirmada.

É comum que algumas adolescentes tenham uma visão distorcida do corpo – em geral sentem-se gordas, quando, na verdade, as medidas estão dentro do normal. Segundo os autores do estudo, comportamentos para perder peso – como fazer jejuns ou dietas malucas – têm sido associados ao abuso de substâncias.

Entre as garotas pesquisadas, 37,5% tinham comportamentos associados à percepção distorcida da imagem corporal; 67,7% já haviam consumido álcool pelo menos uma vez na vida; e 17,8% haviam relatado episódios de beber pesado nos 30 dias anteriores às entrevistas.

Segundo os resultados, a probabilidade de uso abusivo de álcool foi 1,2 vez maior entre as meninas com distorção de autoimagem. E quanto mais velha a garota, maior a propensão a abusar da bebida. Hispânicas e latinas também apresentaram tendência maior que brancas. E ter tido relações sexuais antes dos 13 anos, bem como fumar, também aumentaram a probabilidade.

O trabalho não investigou as causas do uso abusivo de álcool entre essas garotas, mas a hipótese é que elas façam isso para se sentir mais aceitas socialmente e confortáveis com elas mesmas. Ou, ainda, a bebida pode ser utilizada para mascarar a fome.

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