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Assédio moral gera círculo vicioso, segundo pesquisa

Jairo Bouer

14 de outubro


Muito tem se falado no bullying, mas muita gente se esquece de um tipo de humilhação parecida que muitos adultos sofrem no ambiente de trabalho: o assédio moral. A diferença é que, neste caso, a situação mais comum é o autor ser alguém em posição hierárquica privilegiada.

Segundo um estudo realizado na Universidade de East Anglia, no Reino Unido, quem é atacado fica tão mal que deixa as portas abertas para novos abusos. Em outras palavras, o trabalho, coordenado pela pesquisadora Ana Sanz Vergel, mostra que a fraqueza de quem sofre o assédio alimenta uma espécie de círculo vicioso.

Para inibir esse tipo de situação, ela recomenda que os empregadores não apenas repreendam quem provoca o assédio moral, mas também ajudem as vítimas a adquirir habilidades para se defender.

A autora lembra que o bullying no trabalho não inclui apenas ofensas e brincadeiras de mau gosto, como também a exclusão social, que às vezes é sutil e difícil de ser identificada pelos empregadores.

Vítimas de assédio moral costumam sofrer ansiedade e falta de vigor, o que muitas vezes leva a problemas de saúde. Com menos energia para reagir adequadamente em situações difíceis, acabam tendo menos apoio de colegas ou supervisores.

A pesquisa foi feita em parceria com especialistas das universidades Complutense e Autônoma de Madri, e contou com 348 funcionários espanhóis. Os dados foram publicados no periódico Anxiety, Stress & Coping: An International Journal.

Para Vergel, as empresas precisam adotar políticas mais rigorosas contra o assédio moral. Mas programas de treinamento poderiam ajudar as vítimas a aprender mecanismos de enfrentamento para ajudar a quebrar o círculo vicioso. Algo que também poderia ser útil para vítimas de bullying nas escolas.

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