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Alertar os filhos sobre os riscos do álcool faz diferença

Jairo Bouer

14 de outubro


ALCOOLADOLESCENTE300 - Alertar os filhos sobre os riscos do álcool faz diferençaVocê pode até achar que não, mas a atitude dos seus pais em relação à bebida alcoólica e as restrições que eles impunham a você têm influência sobre sua relação com o álcool. Pelo menos é o que indicam algumas pesquisas, como uma recém-publicada pela Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos.

Mas o estudo atual traz um alerta para os pais: muitos falam sobre os riscos de exagerar na bebida com os filhos numa determinada idade, e acham que não é preciso voltar ao assunto mais tarde, o que é um erro. De acordo com o psicólogo Craig Colder, repetir a mensagem ao longo da adolescência é importante, por mais que os jovens achem isso um porre (com o perdão do trocadilho).

O trabalho coordenado por ele, e publicado na revista Addictive Behaviors, contou com quase 400 pré-adolescentes e seus respectivos pais. Eles foram entrevistados inicialmente aos 10-11 anos, fase em que ainda não costumam beber, e nos dois anos subsequentes.

A conclusão de Craig é que não dá para controlar todas as decisões dos filhos, mas ajudá-los a fazer boas escolhas diante da disponibilidade do álcool é possível, sim.

A maior parte dos estudos feitos até hoje aborda os tipos de atitudes que favorecem o abuso de bebida alcoólica, mas poucos investigam a origem desse tipo de postura. Foi isso que Craig e sua equipe decidiram investigar.

Embora haja evidência científica de que regras restritivas em relação ao álcool em casa desencorajem os jovens a beber, a maioria dos pais afrouxa os limites conforme os filhos crescem. Além disso, as consequências, quando o adolescentes quebra as regras, tornam-se mais brandas, e os pais passam a investir cada vez menos tempo para discutir o assunto com os filhos.

Craig encontrou uma relação com esse “afrouxamento” e o aumento no consumo de bebida alcoólica. Quanto mais cedo isso acontece, mais precoce é o consumo abusivo de álcool pelos jovens, segundo ele.

O estudo apenas indica uma correlação e Craig vai coordenar uma nova rodada de três anos de acompanhamento, o que deve trazer novos dados. Mas os resultados já indicam que é bom os pais manterem as rédeas firmes, pelo menos enquanto conviverem com os filhos.

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