
Redação Publicado em 04/03/2026, às 10h00
A graviola é originária das terras baixas da América Tropical, mais precisamente da América Central e dos vales peruanos. Exploradores espanhóis encontraram a fruta na região do Caribe e, de lá, a distribuíram para outras áreas tropicais do mundo. Foi introduzida no Brasil pelos portugueses, no século XIV. Atualmente, é uma frutífera de grande importância na região quente e semiárida do Nordeste.
Apesar da sua casca dura, a graviola é doce por dentro. A polpa branca da fruta, também conhecida como guanábana, é macia e cremosa, com grandes sementes pretas. Algumas pessoas comparam seu sabor agridoce a uma mistura de morangos e maçãs. Como muitas frutas, a graviola é uma fonte saudável de fibras alimentares, vitaminas e minerais.
Uma xícara (cerca de 225 gramas) de graviola crua contém:
Além das fibras, a fruta é uma boa fonte de nutrientes, como:
Curandeiros tradicionais usam a graviola para fins medicinais há muito tempo. Eles utilizam diversas partes da planta — incluindo o fruto, as folhas e os caules — para tratar uma variedade de doenças. Mas há uma grande ressalva a essas alegações. Pesquisadores médicos estão apenas no início dos estudos para descobrir os possíveis benefícios da graviola para a saúde, portanto, ainda não há dados científicos suficientes sobre as propriedades benéficas da planta para a saúde.
Dito isso, abaixo está uma análise de algumas das maneiras pelas quais a graviola pode impactar nossa saúde.
Os antioxidantes encontrados na graviola — fitoesteróis, taninos e flavonoides — podem ajudar a combater os radicais livres, que podem causar estresse oxidativo, que, por sua vez, pode causar inflamação. Embora os antioxidantes ajudam a manter nossas células saudáveis, mais pesquisas são necessárias para entender qual quantidade de antioxidantes seria considerada benéfica.
A graviola possui propriedades antibacterianas. Estudos laboratoriais mostram que ela pode ajudar a eliminar bactérias que contribuem para cáries, gengivite e infecções por fungos. Embora essa pesquisa seja promissora, mais estudos são necessários.
A graviola pode ajudar a controlar a pressão alta. Um estudo mostrou que pessoas que beberam 200 ml de suco de graviola por dia, durante um período de três meses, apresentaram pressão arterial mais baixa do que um grupo de controle. Este estudo é muito promissor, pois demonstra que as propriedades da graviola podem potencialmente ajudar no tratamento da pressão alta, um problema que afeta milhões de pessoas no mundo.
Pesquisadores estão investigando se a graviola pode ajudar no controle do diabetes. A hipótese? Certas enzimas presentes na graviola podem quebrar os carboidratos, diminuindo a velocidade com que o corpo absorve a glicose. No entanto, mais pesquisas, principalmente em humanos, são necessárias para compreender completamente o papel que a graviola pode desempenhar.
Consumir fibras suficientes diariamente é fundamental para a saúde digestiva — e a graviola contém fibras solúveis e insolúveis. Fibras não só auxiliam o sistema digestivo, como também ajudam a regular o açúcar no sangue e a reduzir o colesterol. Consumir uma xícara de graviola por dia pode contribuir significativamente para atingir a ingestão diária recomendada de fibras.
Há algumas evidências de que os extratos das folhas da planta podem matar células cancerígenas. Mas calma lá: essas descobertas vieram de estudos de laboratório, que frequentemente envolviam doses enormes de extratos de folhas de graviola. Lembre-se de que não houve estudos em humanos, então é muito cedo para dizer se há algum benefício. Portanto, nada de consumir chás de folhas de graviola, especialmente se estiver em tratamento, isso porque as substâncias do chá podem ser tóxicas para rins e fígado, e podem comprometer a absorção e a eficácia dos quimioterápicos.
De sucos a sorvetes, a graviola é um ingrediente popular encontrado em algumas partes do Brasil e pode ser apreciada de maneiras diferentes. Porém, a melhor forma de apreciar a graviola é in natura e pura, mas atenção: cuspa as sementes, pois são tóxicas. Além disso, a polpa pode ser adicionada a smoothies, transformada em chás ou até usada para adoçar produtos assados.
Na parte de saúde, é comum encontrarmos à venda chá de graviola feito com as folhas, que é rica em acetogeninas, alcaloides, compostos fenólicos e vitaminas, o que faz com que tenha ação anti-inflamatória, anti-hipertensiva, imunomoduladora, antimicrobiana e antioxidante. A bebida pode ser utilizada de forma auxiliar no tratamento de hipertensão, colesterol alto, diabetes e no combate à febre, mas apenas com acompanhamento de um profissional da saúde. E sempre com moderação.
A graviola pode ser tóxica em grandes doses, causando sintomas semelhantes aos da doença de Parkinson, incluindo:
Os compostos encontrados em extratos e chás também podem interferir com medicamentos usados para o tratamento da hipertensão e do diabetes.
Tenha em mente que a graviola é uma fruta grande com bastante açúcar natural. Uma fruta pode ter 70 ou 80 gramas de açúcar, então não é aconselhável comê-la inteira de uma vez, especialmente se você estiver preocupado com a ingestão de açúcar. Uma sugestão é comer metade e congelar o restante para usar em smoothies posteriormente. Seu sabor combina perfeitamente com outras frutas tropicais, como manga, mamão e abacaxi.
Em resumo? Como a maioria dos alimentos, a graviola não é uma cura milagrosa. Mas é uma delícia saborosa e uma boa fonte de nutrientes.
Fontes: Cleveland Clinic / Embrapa