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Fumo passivo faz criança ir mais para o hospital

Jairo Bouer

8 de setembro


Quem fuma e tem filhos tem um motivo a mais para buscar ajuda para se livrar do hábito: um estudo mostra que crianças expostas à fumaça do cigarro têm um risco bem maior de precisar de internação quando levadas aos serviços de emergência. Além disso, tendem a passar por mais procedimentos médicos e a utilizar mais medicamentos durante a estada no hospital.

O estudo, conduzido pela Universidade de Cincinnati, comparou os atendimentos de 380 crianças expostas ao fumo passivo com os de 1.140 crianças não expostas. A análise levou em conta fatores como idade, sexo e etnia.

Os pesquisadores já sabiam que jovens expostos ao tabagismo tendem a ficar mais doentes. Mas eles observaram que, além disso, eles são 24 vezes mais propensos a ser internados após uma emergência médica. Em outras palavras, a gravidade dos sintomas é maior para eles, em comparação com quem não convive com fumantes.

O contato com a fumaça do cigarro também faz com que essas crianças sejam quase oito vezes mais propensas a passar pelo procedimento de aspiração de vias aéreas (para eliminar secreções dos pulmões) e a receber corticoides durante as internações hospitalares. O número de testes laboratoriais, radiológicos e para diagnosticar infecções também foi significativamente mais alto para elas.

Mesmo entre crianças com asma, a diferença no número de procedimentos foi expressiva para aquelas expostas ao fumo passivo: elas apresentaram probabilidade 27 vezes maior de receber corticoides e 15 vezes maior de receber broncodilatadores (medicamentos utilizados nas crises de asma).

Os resultados serão publicados em outubro no periódico Pediatric Research.

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