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Dê um tempo do Facebook se está com nota baixa

Jairo Bouer

13/11/2019 22:33




Um estudo australiano confirma o que muitos educadores já perceberam: alguns alunos conseguem conciliar numa boa a vida acadêmica com o uso das redes sociais. Mas ficar longe delas pode ser uma ótima ideia para quem está com notas baixas.

A pesquisa, coordenada pelo professor James Wakefield, da Universidade de Tecnologia de Sydney, contou com mais de 500 estudantes do primeiro ano de faculdade, com cerca de 19 anos de idade.

Os participantes gastavam, em média, duas horas por dia no Facebook. Mas alguns chegavam a ficar conectados por até nove horas. Vale mencionar que para esses alunos era rotina usar a rede social para fazer trabalhos em grupo ou para se comunicar com os professores.

Distração a mais

Os resultados indicam que as redes sociais podem ser um problema para quem já está com dificuldade de se concentrar nos estudos. Entre os participantes que estavam abaixo da média da sala, passar três horas por dia no Facebook trouxe uma redução média de 10% nas notas. O impacto foi negativo até para os jovens que utilizavam a rede mais por causa da faculdade, mesmo.

Já para os alunos com alto desempenho, o tempo gasto no Facebook não fez diferença nas notas, segundo a pesquisa. Isso reforça o fato de que a tecnologia, em si, não é necessariamente um vilão. Porém, para alguns indivíduos que já sofrem para manter o foco, as redes sociais podem ser uma fonte de distração adicional.

As informações foram publicadas no periódico Computers & Education. Embora o trabalho tenha sido feito com estudantes das áreas de Exatas e Biológicas, os autores acreditam que os resultados podem se aplicar a alunos de outras áreas e também aos mais jovens.

Impacto varia

A hipótese precisa ser confirmada em novas pesquisas, mas não há dúvida que as redes sociais podem ter impactos variáveis na vida das pessoas. Tem aluno que consegue estudar com barulho, outros não. A gente também sabe, por exemplo, que quem dorme pouco tende a se distrair mais com as telas. É fundamental que todas essas vulnerabilidades sejam bem conhecidas para que ninguém fique em desvantagem diante do uso cada vez mais amplo da tecnologia.

 

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