Estudo avalia impactos do consumo feminino de pornografia

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Com a internet ficou muito mais fácil acessar pornografia, e os impactos dessa nova realidade na vida sexual e afetiva das pessoas tem sido muito discutido. A maioria dos estudos diz respeito a usuários do sexo masculino, mas as mulheres também acessam esse tipo de conteúdo cada vez mais, com ou sem o parceiro ao lado.

Um dos poucos trabalhos existentes sobre o consumo feminino de material erótico, publicado esta semana no Journal of Women`s Health, mostra que a maioria das mulheres heterossexuais de 18 a 29 anos, ou 83%, já consumiu pornografia, mas menos da metade (43,5%) delas faz isso para se masturbar, como é comum entre os homens. A pesquisa contou com quase 600 norte-americanas.

As entrevistas mostram que as mulheres que costumam usar esse tipo de conteúdo durante a masturbação têm uma tendência maior a incluir o repertório nas relações sexuais para se excitar ou manter a excitação. Até aqui, muitos leitores homens podem ter achado que isso é ótimo.

Por outro lado, essas mesmas mulheres são um pouco mais propensas a preferir a pornografia ao sexo com um parceiro, segundo o estudo. Além disso, os pesquisadores também observaram, nessas usuárias, maiores índices de insegurança em relação à aparência e menor prazer em atos íntimos durante as relações.

Os autores concluem que o papel da pornografia para as mulheres é mais complexo do que para os homens. Eles obtém prazer com o conteúdo erótico de maneira direta, enquanto elas tendem mais a usar o repertório para fantasiar durante a transa, ou seja, é um uso indireto. São diferenças sutis, mas que merecem atenção.