Disfunção erétil é associada a baixa produtividade no trabalho

Publicado em Destaque, Notícias

Crédito: Fotolia

Problemas de ereção representam um peso na vida do homem, e os impactos vão além da autoestima e dos relacionamentos. Um estudo que contou com participantes de diferentes países mostra que até a produtividade no trabalho pode ter reação com a disfunção erétil.

O trabalho envolveu mais de 52 mil homens de 40 a 70 anos de idade do Brasil, China, França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. Nas amostras analisadas, cerca de metade dos participantes relataram ter sofrido algum grau de disfunção erétil nos seis meses anteriores à pesquisa. Brasil (45,3%) e Reino Unido (45,2%) apresentaram as menores proporções, enquanto China (54,2%) e Itália (54,7%), as maiores.

Homens com disfunção erétil relataram taxas significativamente mais altas de absenteísmo (7,1% versus 3,2%) do que homens sem o problema. Também apresentaram mais prejuízos na produtividade no trabalho (24,8% versus 11,2%) e, ainda, prejuízos na atividade exercida (28,6% versus 14,5) %). Eles também menor pontuação nos questionários de qualidade de vida relacionada à saúde.

O estudo foi realizado por médicos norte-americanos de uma farmacêutica que produz medicamentos para disfunção erétil, e publicado no periódico International Journal of Clinical Practice.

É importante ressaltar que a disfunção erétil pode ser deflagada por questões psicológicas, mas também pode ser reflexo do estado geral de saúde de um homem. Problemas cardiovasculares, com impacto no fluxo sanguíneo, bem como diabetes tipo 2, obesidade e baixos níveis de testosterona associados ao excesso de gordura corporal podem, muitas vezes, estar por trás das falhas de ereção. Certos tratamentos médicos também podem resultar na condição.

Por isso é tão importante que temas como a vida sexual sejam levados para as consultas de rotina – eles podem ter relação direta com a saúde do coração, dos nervos e dos vasos sanguíneos. Por outro lado, mudanças de estilo de vida, como exercícios físicos, dieta, controle do colesterol e do açúcar no sangue também podem ter impacto positivo na qualidade das ereções, embora muitos homens não façam essa associação.