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Mais que beleza ou dinheiro, gentileza é que conta num parceiro

Jairo Bouer

14 de outubro


O que você mais valoriza numa pessoa, quando pensa num relacionamento de longo prazo com ela? Segundo uma pesquisa com 2.700 estudantes universitários de diferentes países, o principal atributo buscado é gentileza.

O experimento foi feito da seguinte forma: cada participante tinha um orçamento fixo e podia usar seu dinheiro para “comprar” determinadas características em um parceiro ideal. Dessa forma, os pesquisadores puderam perceber o que homens e mulheres valorizam mais quando pensam em casar ou morar junto.

Foram convidados estudantes de países do Oriente, como Cingapura, Malásia e Hong Kong, bem como do Ocidente, como Reino Unido, Noruega e Austrália. O objetivo era identificar diferenças entre os sexos e também entre culturas.

Ao todo, 25% do orçamento dos homens e 24% do valor investido por mulheres foram destinados a gentileza, e a prioridade não variou muito entre orientais e ocidentais.

Em segundo lugar ficou a beleza física, um atributo considerado mais importante para os homens – eles investiram 23% do total nisso, enquanto elas gastaram apenas 17%.

Em terceiro lugar no ranking aparece as perspectivas financeiras do parceiro, mais valorizadas pelas mulheres (18%) que pelos homens (12%).

Os autores comentam que a importância conferida pelos homens às características físicas e a preocupação das mulheres com estabilidade financeira foram tendências igualmente encontradas no Ocidente e no Oriente, e que por isso podem ser consideradas universais.

O humor também foi algo valorizado por boa parte dos entrevistados de ambas as culturas: 15% dos homens e 14% das mulheres apostaram nessa qualidade.

Outras quatro características ficaram com menos de 10% do orçamento investido. São elas, em ordem de importância: desejo de ter filhos, criatividade, religiosidade e castidade (acredite: 6% do orçamento dos homens e 5% do dinheiro das mulheres foram investidos nesse último atributo).

Os pesquisadores também identificaram uma diferença cultural na questão sobre a vontade de procriar do parceiro (a) – a característica foi mais valorizada por mulheres ocidentais. Para eles, isso pode ter relação com o fato de a contracepção ser mais difundida no Ocidente.

O trabalho foi feito por pesquisadores da Universidade de Swansea, no Reino Unido, e publicado no Journal of Personality.