Pular para o conteúdo

Mães, esposas e irmãs são as parentes mais “difíceis”, segundo pesquisa

Jairo Bouer

14 de outubro


Crédito: Fotolia
Crédito: Fotolia

Quantas relações suas você classificaria como “difíceis” ou “complicadas”? De acordo com um estudo, cerca de 15% da nossa rede social poderia entrar nessa categoria. E, com frequência, quem tem mais fama de causar problemas são os parentes mais próximos.

O trabalho foi feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e da Universidade de Israel, e publicado no periódico American Sociological Review. Foram analisados dados de mais de 1.100 adultos da região de São Francisco, e um total de 12.000 relacionamentos.

Os autores do estudo perceberam que as pessoas mais citadas como fontes de conflitos ou irritação foram aquelas com as quais não dá para cortar relações, porque também há aspectos positivos no relacionamento, como é o caso de parceiros românticos, pais ou chefes. Amigos foram os menos propensos a ser taxados de difíceis, e representaram apenas 6 ou 7% do total. Afinal de contas, amigo a gente escolhe, certo?

Parentes do sexo feminino foram mais frequentemente classificadas como fontes de conflitos. Os pesquisadores acreditam que isso se deve ao fato de as mulheres serem mais ativas e mais envolvidas emocionalmente na vida das pessoas do que os homens.

Os mais jovens da amostra, na faixa de 21 a 30 anos de idade, foram mais propensos a nomear relacionamentos difíceis que os mais maduros. Trinta por cento deles citaram irmãs, 27%, esposas, e 24%, mães. Pais, irmãos, namorados e colegas de quarto apareceram numa proporção menor.

Para os adultos da amostra com 50, 60 e 70 anos, cerca de 8% das relações foram classificadas como complicadas. No topo da lista ficaram as mães (com 29%), seguidas das parceiras românticas (28%) e dos pais (24%).

No entanto, os mais velhos foram mais propensos a se chatear com as pessoas no emprego: 15,5% dos conhecidos e 11,7% dos parceiros de trabalho foram classificados como difíceis por eles. Entre os mais jovens, a proporção não passou muito de 11%.

Ter amigos, parentes, colegas e parceiros é fundamental para o bem-estar, mas também dá trabalho às vezes. É bom lembrar que ninguém é perfeito, nem você.

FIQUE POR DENTRO DAS ÚLTIMAS NOTÍCIAS