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Mesmo com a pílula do dia seguinte a menstruação atrasou, e agora?

Jairo Bouer aconselha seguidor - iStock
Jairo Bouer aconselha seguidor - iStock

Redação Publicado em 26/11/2021, às 13h00

“Eu e minha namorada usamos pílula do dia seguinte duas vezes no último mês. Sei que a gente se precipitou e desregula tudo, mas a menstruação está atrasada. Até que dia esperar?”

Jairo Bouer explica que isso depende muito do dia do ciclo que a garota tomou a pílula. “Eu sempre acho melhor, na dúvida, ligar para o ginecologista e explicar o que aconteceu, para saber se precisa de pílula e em que fase do ciclo está. Assim, ele vai conseguir te contar exatamente quando chega sua menstruação”, aconselha o médico.

Contudo, Jairo diz que é mesmo normal atrasar a menstruação nesse caso, ainda mais tomando a pílula duas vezes.

Ouça a resposta completa:

@jairobouer “P!LUL@ DO DIA SEGUINTE 2 VEZES?” 😱#jairoresponde #duvida #dicas #jairobouer #curiosidade #saude♬ som original - jairobouer

Como funciona?

A pílula do dia seguinte tem como base o hormônio levonorgestrel, um tipo de progesterona sintética, que em doses altas inibe ou adia a ovulação. Ela pode atuar de duas formas dependendo da fase do ciclo menstrual em que a mulher se encontra ao utilizá-la:

  • Se a ovulação não ocorreu ainda, o hormônio impede a liberação do óvulo. Ou seja, se está perto do período fértil, a pílula retarda a ovulação;
  • Caso a ovulação já tenha acontecido, o hormônio torna o muco do colo do útero mais espesso e dificulta o encontro do espermatozóide com o óvulo  

Para evitar uma possível gravidez, a pílula do dia seguinte deve ser tomada o mais rápido possível (apesar do nome, não é preciso esperar o dia seguinte). É que sua eficácia diminui de maneira progressiva com o passar do tempo. 

Assim, o ideal é que ela seja consumida nas primeiras 12 ou 24 horas após a relação sexual – período que garante maior eficácia, na ordem de 95%. Mas também é possível utilizá-la em até 72 horas após a relação. Se tomada depois desse prazo, no quarto ou no quinto dia após a relação, a eficácia diminui bastante e a mulher deve ficar atenta para o risco de gravidez.

Confira:

Lembre-se: só em casos de emergência

A pílula do dia seguinte é um método de emergência para evitar uma gravidez indesejada em casos de esquecimento ou falha do método contraceptivo convencional. É um recurso importante para situações em que a camisinha estourou, a mulher esqueceu de tomar o anticoncepcional, fez sexo desprotegido ou mesmo em casos de violência sexual.  

Entretanto, seu uso deve ser exceção e nunca a regra. A pílula do dia seguinte tem de seis a 20 vezes a dose hormonal de uma pílula comum. Sendo assim, utilizá-la com frequência pode acarretar efeitos colaterais, como irregularidade menstrual. 

O recomendado é que a pílula seja usada apenas uma ou duas vezes no ano, no máximo. Se tomada mensalmente, ela aumenta o risco de problemas, trazendo uma chance mais alta de câncer – se a mulher já tiver essa predisposição –, ou risco maior de trombose.

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