Malhar hoje pode evitar que você fique baixinha amanhã

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Crédito: Fotolia

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Todo mundo tem pelo menos um ótimo motivo para começar a malhar: perder peso para desfilar na praia no próximo verão costuma ser o principal deles. Mas garotas adolescentes podem incluir mais um benefício na lista: permanecer com a mesma altura após a menopausa.

Pesquisadores da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, analisaram uma série de fatores que são chave para evitar a perda de estatura no climatério – uma ocorrência comum que tem sido associada a um risco mais alto de morte e doenças. E eles descobriram que o estilo de vida na adolescência tem um papel importante para esse prognótico.

De acordo com a equipe, da Faculdade de Saúde Pública, garotas que praticam atividade física vigorosa ao menos três vezes por semana são menos propensas a perder altura após a menopausa em relação às adolescentes sedentárias. Os resultados estão na edição mais recente da revista Menopause.

Outros três fatores foram associados à redução de 2,5 cm ou mais no climatério: a obesidade, o envelhecimento (quanto mais o tempo passa, menor tende a ser a estatura) e o uso de anti-inflamatórios hormonais (corticoides), que são conhecidos por elevar o risco de osteoporose.

Qualquer tipo de exercício que faça suar e aumente os batimentos cardíacos é útil para gerar um pico de massa óssea na juventude, o que, décadas mais tarde, vai fazer toda a diferença para evitar fraturas e problemas na coluna.

O trabalho contou com mais de 1.000 mulheres de um grande estudo sobre a saúde de mulheres na pós-menopausa. Para analisar a perda de estatura, as participantes tiveram a altura medida em torno dos 60 anos e depois de cinco anos.

Se pensar nas vantagens depois dos 50 anos parece algo distante demais, vale lembrar que a malhação traz inúmeros benefícios imediatos, além de moldar o corpo: afastar o risco de depressão é um deles. Diversos estudos (muitos deles divulgados aqui) já comprovaram que a atividade física atua como remédio e preventivo contra transtornos mentais.

Ainda falta estímulo para se exercitar? Então saiba que suar a camisa e, principalmente, caprichar nas abdominais, favorece a circulação sanguínea e facilita o orgasmo. Uma pesquisa publicada há algum tempo pela Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, com 370 mulheres, mostrou que 124 já haviam chegado ao clímax espontaneamente com exercícios que, por tabela, trabalham os músculos pélvicos.

Se tudo isso ainda não for suficiente para tirar você do sofá, peça ajuda a alguma amiga. Em vez de trocar mensagens de texto, vocês podem ligar o vídeo e botar a conversa em dia enquanto uma monitora a postura da outra durante o exercício.