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Como falar sobre anticoncepção

No próximo sábado será celebrado mais um Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na Adolescência. Como todo ano, o dia terá um tema – e desta vez é “Sua vida, sua voz”. Para entender melhor sobre a campanha entre na seção de noticias .

A ideia é fazer com que as pessoas reflitam sobre modos de conversar sobre métodos anticoncepcionais. Começando pela conversa com o médico, a pessoa mais indicada para discutir com os jovens qual o método mais adequado para a prevenção de uma gravidez indesejada. O ideal seria que todas as garotas passassem pelo ginecologista antes de iniciar sua vida sexual, para que pudessem ter armas eficazes para evitar uma gestação antes da hora. Mas a gente sabe que muita gente vacila e acaba tomando pílulas sem orientação ou, pior, nem sequer se protege contra uma gravidez.

A conversa no consultório médico é deixada de lado por vários motivos. Muitas meninas têm medo de que seus pais fiquem sabendo que ela já mantém relações sexuais. Isso pode até acontecer, mas não será o médico que dará essa notícia. Existe uma coisa muito séria no código de ética médica chamada sigilo. Isso significa que nada do que for discutido dentro do consultório poderá ser revelado para outras pessoas sem autorização do paciente. As únicas exceções acontecem quando a garota precisa de um procedimento mais complicado (como uma cirurgia), quando depende de cuidados da família para que sua vida seja preservada ou se está sendo submetida a abuso sexual.

No caso de garotas que simplesmente desejam se proteger quando iniciam sua vida sexual, esse dado não tem nenhum motivo para sair do consultório. Por isso, as garotas podem conversar tranquilamente com o médico, porque ele não vai dizer nada para quem quer que seja. Assim, não restam desculpas para a moçada não tirar todas as dúvidas que ficarem sobre contracepção e para pedir indicação de um método confiável na hora de evitar uma gravidez. Vença a timidez, o medo infundado, a eventual preguiça e a falta de responsabilidade e procure o médico!


19h22 - 1 comentários

sexta 11
Músculos e gordura

Uma pesquisa dinamarquesa mostrou que não é apenas para queimar gorduras que os exercícios servem – o fato de aumentarem a massa muscular também ajuda a prevenir doenças cardiovasculares e diabetes. Os cientistas avaliaram a circunferência das coxas de mais de 3 mil voluntários e chegaram à conclusão de que aqueles com pernas mais finas tinham mais chance de ter doenças cardíacas e morrer precocemente do que aqueles com coxas com mais de 60 cm de circunferência. Dá uma olhada na seção de noticias para entender mais sobre a pesquisa.

A explicação para isso se dá principalmente com base no metabolismo da insulina – quanto maior massa muscular, menor a tendência da pessoa de desenvolver resistência a insulina e, portanto, menor a chance de ter diabetes do tipo II. Sem a diabetes, os vasos e os nervos ficam mais protegidos contra as complicações típicas dessa doença, que podem levar ao aumento de chance de ter doenças cardiovasculares, como infartos e derrames.

O excesso de gordura também contribui para esses danos ao organismo – a gordura também age como um fator de risco para o aumento de resistência à insulina e para a formação de placas de ateroma, que elevam os riscos de infartos e derrames. Juntando tudo isso, ainda cabe lembrar que o metabolismo de uma pessoa com mais músculos tende a ser mais “acelerado” – ou seja, ela, mesmo em repouso, tende a queimar mais calorias e a acumular menos gordura do que uma pessoa obesa. Assim dá para entender como o ciclo se fecha, né? Uma pessoa obesa tende a engordar ainda mais – se for sedentária então, isso se multiplica. Já uma pessoa com peso adequado e que faz exercícios regularmente tem mais “dificuldade” para juntar gordura. E, com tudo isso, fica mais protegida de doenças evitáveis...


18h18 - 0 comentários

sexta 04
Legalizado e perigoso

O governo britânico acabou de anunciar que vai proibir a posse e o comércio de algumas substâncias que são vendidas legalmente no país e usadas como drogas recreativas. São produtos formulados com intenções completamente diferentes do que “dar um barato”: um era para ser vermífugo veterinário e outro é solvente de tinta. Para saber mais sobre a restrição a essas substâncias, dá uma olhada na seção de noticias.

Não  é só a Grã-Bretanha que tem problemas com uso indevido de substâncias “legais”. O Brasil, por exemplo, é um dos maiores consumidores de anfetaminas do mundo. Esse medicamento é vendido legalmente em farmácias – em teoria, só para pessoas que apresentarem receita médica. As anfetaminas são usadas em tratamentos de emagrecimento, em distúrbios de atenção e para pacientes que sofrem de narcolepsia, por exemplo. Mas muita gente usa sem indicação médica, apenas para dar uma turbinada na balada, já que as anfetaminas tiram o sono. Só que, junto com isso, vem um monte de efeitos colaterais – como problemas cardíacos, que podem até levar à morte.

A gente insiste muito nesse ponto, mas nunca é demais lembrar: não  é só porque a venda de algumas substâncias é legalizada que elas não fazem mal à saúde. Algumas drogas lícitas apresentam um potencial de dependência tão grande ou até maior do que algumas drogas ilícitas. Os seus efeitos no organismo podem ser tão devastadores como os de substâncias como maconha e cocaína. Ainda resta dúvida de que não dá para abusar só porque não tem tráfico envolvido?


13h13 - 1 comentários