Medicina
do sono é um campo de pesquisa que tem crescido muito ultimamente.
Se antes pensava-se que dormir só servia para descansar, hoje se sabe
que muitas reações orgânicas (incluindo processos cognitivos, de
aprendizado) dependem do sono. Por isso, não dá para se privar de
sono ou dormir de qualquer jeito. Uma pesquisa publicada recentemente
mostra que os roncadores, por exemplo, têm menor expectativa de vida.
Isso porque o ronco é um dos sinais de que a pessoa pode sofrer de
apneia ou hipopneia, que é a interrupção do fluxo respiratório durante
o sono. Dá uma olhada na seção de noticias para saber mais sobre
a pesquisa.
O
lado bom de tudo isso é que, junto com as descobertas, são desenvolvidos
tratamentos para cuidar desses distúrbios. Além de mudanças de hábito
que podem diminuir o ronco e a apneia, já existem aparelhos que tentam
reverter o quadro – e reduzir o risco de morte prematura. Perder peso,
parar de fumar e checar a posição que favorece o ronco e a interrupção
do fluxo de ar são algumas medidas que podem ajudar quem tem apneia
leve. Há também aparelhos intraorais que “puxam” a mandíbula
para frente, favorecendo a passagem do ar durante o sono. E existe ainda
um aparelho que joga o ar para dentro da faringe, impedindo que ela
colabe, o que impede a respiração.
Ou
seja: há tratamento para praticamente todos os tipos de apneia
obstrutiva – seja ela leve, moderada ou grave. Sem contar que ajuda
muito o sono de quem dorme junto, que não precisa mais ficar acordando
com o ronco do parceiro!
Uma
pesquisa feita com mulheres nos Estados Unidos mostrou que aquelas com
uma atitude mais otimista têm menor risco de desenvolver doenças cardíacas,
sofrer com pressão alta e altos níveis de colesterol. Além disso,
elas morreram menos (de qualquer causa) ao longo da pesquisa quando
comparadas às mulheres pessimistas. Dá uma olhada na seção de noticias para saber mais sobre a pesquisa.
Uma
das justificativas para esse resultado seria de que as otimistas tendem
a se cuidar mais – por isso sua pressão e seu colesterol estariam
em níveis mais adequados, contribuindo para maior longevidade. Por
outro lado, hoje já se sabe que o estresse é um fator que piora muito
o funcionamento do corpo. Quando a gente está estressado, o corpo libera
uma série de substâncias que deixam a gente num constante estado de
alerta. Isso aumenta a chance de reações inflamatórias – uma gripinha,
por exemplo, que não mereceria maior atenção, cria um verdadeiro
campo de batalha no corpo.
Por
isso, a gente precisa ficar atento não só aos fatores externos
na hora de cuidar da nossa saúde. Obviamente que prestar atenção
na alimentação, nos exercícios físicos, não fumar, evitar excesso
de bebidas alcoólicas e toda a listinha que estamos cansados de saber
que é bem importante. Mas o modo como lidamos com os problemas emocionais,
o nervosismo e as dificuldades habituais do dia-a-dia também são pontos
a serem cuidados. Será que não gastamos muito mais energia do que
deveríamos com alguns probleminhas que podem ser resolvidos facilmente,
sem grandes nervosismos ou brigas?
Uma
pesquisa feita com adolescentes grávidas em São Paulo mostrou que
uma parcela considerável delas (17%) continua fumando mesmo durante
a gestação. Dá uma olhada na seção de noticias para ler outros
dados do estudo.
A
gestação precoce já é, por si só, uma gravidez de risco. Se
a garota ainda fuma, os riscos do bebê sofrer problemas de desenvolvimento,
nascer com baixo peso e ser mais propenso a desenvolver doenças é
muito maior. Esse estudo vem acrescentar dados a outras pesquisas que
mostram que adolescentes grávidas não se cuidam como deveriam –
elas comem mal, não fazem o acompanhamento pré-natal e muitas deixam
a escola por causa da gestação.
Péssimo
para a mãe e para o bebê. A garota assume responsabilidades para as
quais provavelmente não estava preparada e acaba prejudicando
sua formação por causa da gravidez, que veio antes do previsto. O
bebê já nasce exposto a fatores de risco, alguns dos quais só se
manifestam anos após o nascimento, quando ele não consegue desenvolver
todo o seu potencial (físico e intelectual) por causa de agressões
a que foi submetido ainda na gestação.
O
ideal seria a gente conseguir conscientizar as garotas e oferecer recursos
suficientes para que elas pudessem evitar as gestações indesejadas.
E, por outro lado, oferecer todo o suporte necessário para que as grávidas
adolescentes consigam levar processo da forma mais saudável possível,
protegendo tanto a mãe como o bebê.
Mais
uma pesquisa mostrou que os hábitos de amigos que estão acima do peso
podem influenciar quem está ao redor. Um trabalho feito pela Universidade
do Havaí mostrou que adolescentes obesos tendem a ter mais amigos obesos
– e que as pessoas que andam com amigos obesos tendem a ganhar peso
com o tempo. A pesquisa não conseguiu concluir o que vem antes: se
as pessoas acima do peso tendem a andar juntas ou se a relação com
obesos faz com que os outros sigam a mesma tendência de ganhar peso.
Dê uma olhada na seção de noticias para ler mais sobre a pesquisa.
Seja
o que for a causa ou a consequência, algumas coisas podem ser feitas
para reverter isso. Quem tem um amigo que está acima do peso pode colaborar
para que ele tente chegar a um peso saudável. Mudar certos hábitos
é um primeiro passo. Em vez de comer frituras no lanche, por exemplo,
que tal adotar um suco de frutas? No final de semana, jogar bola, andar
de skate e passear de bicicleta podem ser alternativas ao sedentarismo
– e ao videogame... São atitudes aparentemente pequenas, mas que
quebram o círculo vicioso de ingestão de comidas muito calóricas
associadas à falta de exercícios...
Por
outro lado, grupos de amigos em que todos precisam perder peso podem
estabelecer um pacto de adotar uma dieta mais equilibrada e começar
uma atividade mais sistemática de forma conjunta. Fazer exercícios
e regimes com companhia pode ser mais estimulante, já que um apoia
o outro e o processo pode se tornar até mais divertido. Que tal dar
uma chance para essas ideias?