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julho - 2009
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quarta 29
Álcool e desejo
Uma pesquisa italiana mostrou que mulheres que consomem quantidades moderadas de vinho podem apresentar maior desejo sexual. Só atente bem para o adjetivo “moderadas”! Dá uma olhada na seção de noticias para entender melhor a pesquisa. 

O álcool em pequenas quantidades realmente pode desinibir mais as pessoas, o que pode dar uma mão para as que são mais tímidas em relação ao sexo. Só que, depois de um limite, essa relaxada pode ser exagerada e atrapalhar mais do que ajudar. Os garotos podem ter dificuldades de ereção por causa do álcool, por exemplo. E para as meninas, o excesso pode dificultar o orgasmo.

Sem contar a maior exposição a riscos. Quantas vezes você já não ouviu um amigo arrependido dizendo que só ficou com alguém porque estava bêbado? Ou um casal que esqueceu a camisinha depois do uso do álcool? Será que vale a pena investir nessa relaxada extra – ou o preço do risco de passar do limite e se meter em roubada não é maior? Vale a pena pensar nisso para evitar a ressaca no dia seguinte...


14h48 - 0 comentários

quarta 22
Diferença de ação
Uma pesquisa feita na Inglaterra mostrou por que a Aids pode se desenvolver mais rapidamente entre mulheres do que entre homens. Os médicos já tinham percebido essa diferença, mas os cientistas conseguiram mostrar que a resposta das células de defesa é distinta entre os dois sexos. Dá uma olhada na seção de noticias para entender mais sobre esse estudo. 

Esse é a apenas um dos pontos que tem se estudado sobre a diferença da evolução da Aids entre as pessoas. A gente já sabe que alguns indivíduos, mesmo entrando em contato com o vírus várias vezes, não desenvolvem a doença. Para outros, basta uma relação com um parceiro contaminado para se tornar soropositivo. Essa variabilidade entre as pessoas pode dar algumas pistas para o desenvolvimento da cura da Aids – se a gente entender o porquê de alguns serem resistentes, podemos usar o modelo de defesa deles para fazer remédios e terapias contra o HIV.

Acontece que tudo isso demora (e custa) muito. São necessários vários centros de pesquisa fazendo protocolos enormes de estudos que, muitas vezes, não chegam a conclusão nenhuma. Obviamente que hoje a gente tem muito mais informações do que se tinha há 10 anos. Mas, infelizmente, a opção mais eficaz continua sendo tentar barrar a infecção logo no contágio. Ou seja: usar camisinha e nem deixar o HIV entrar em contato com o seu corpo.


15h21 - 0 comentários

quarta 15
Pessoas mais ativas
Uma pesquisa feita no estado de São Paulo mostrou que a população está praticando mais exercícios. Ao mesmo tempo que o índice de sedentários caiu, a quantidade de indivíduos que faz atividade física regular aumentou. Dá uma olhada na seção de noticias para saber mais.

A prática de exercícios traz um monte de vantagens para a qualidade de vida. É um jeito de tentar manter o peso ideal, já que se favorece o gasto calórico e a queima de gorduras. Com isso, previnem-se também doenças que estão ligadas à obesidade, como hipertensão e diabetes. Caem os riscos de doenças cardiovasculares, como infartos e derrames. O coração fica mais condicionado, assim como o aparelho respiratório. Os músculos e ossos são exercitados e fortalecidos, evitando-se dores e osteoporose.

Do lado social, é uma boa forma de se conhecer pessoas, fazer novas amizades e, quem sabe, até descolar um namoro. Do lado emocional, a prática de exercícios aumenta a liberação de neurotransmissores ligados ao prazer e bem-estar. Ou seja, além de uma população menos sedentárias, podemos esperar uma população com melhor qualidade de vida. Só temos motivos para comemorar e fazer com que isso aumente ainda mais!


11h43 - 0 comentários

sexta 10
Ação alcoólica
Faz tempo que a gente sabe quais são as ações do álcool no organismo: rebaixamento de consciência, diminuição dos reflexos, interferência na concentração... Mas ainda não se sabia exatamente como o álcool agia nos neurônios. Agora, um grupo de cientistas americanos descobriu onde o álcool se liga e o que ele faz nas sinapses. Dá uma olhada na seção de noticias para saber mais. 

Pode parecer detalhista demais, mas descobrir o lugar de ação direta do álcool pode ajudar no tratamento da dependência à bebida, por exemplo. Hoje se sabe que algumas pessoas têm mais predisposição a desenvolver dependência. Não existe um fator único que defina isso – é um conjunto de carga genética com fatores ambientais, como maior exposição à bebida, convívio familiar, grau de escolaridade... O que a gente tem certeza é de que, quanto mais cedo as pessoas começam a beber, maior a probabilidade de se tornarem dependentes.

Isso porque até atingir a idade adulta, os jovens ainda estão terminado de se formar. Isso inclui o cérebro, que está terminando de formar suas circuitarias, com os neurônios estabelecendo suas conexões. Introduzir um elemento – como o álcool e outras drogas – que possa interferir nessas conexões predispõe a pessoa à dependência. Portanto evitar a bebida na adolescência, além de prevenir atitudes de risco, também diminui a chance da dependência no futuro...

10h55 - 0 comentários

quinta 02
Cocaína na contra-mão
O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançou um novo relatório mostrando que o consumo de cocaína tem diminuído (ou pelo menos se estabilizado) nos países desenvolvidos. Já na América do Sul, estamos indo na contra-mão. Aqui no Brasil a prevalência de usuários de cocaína quase dobrou recentemente, o que nos coloca como maior mercado consumidor de cocaína para os países produtores vizinhos. Dá uma olhada na seção de noticias para saber mais sobre o relatório.

Esse aumento no consumo de drogas envolve dois aspectos muito importantes: a saúde e a segurança pública. Quando pensamos em cocaína, não estamos levando em consideração apenas a droga refinada – temos também de pensar no crack e na merla. O crack se difundiu muito com o advento da Aids – como ele é fumado, e não injetado, acaba servindo como uma redução no risco para os dependentes químicos, que mudaram a forma de usar a droga. Já a merla (a pasta de cocaína) não é muito usada no país, restringindo-se praticamente à região sul.

Além de prejudicar o desempenho do usuário na escola e no trabalho e atrapalhar relações pessoais, a cocaína pode causar danos ao desenvolvimento intelectual e emocional. Sem contar os estragos diretos na saúde, como aumentar a chance de infartos e derrames, e a chance real de morte por overdose. Isso tudo acaba gerando gastos – diretos ou indiretos – para o governo. A produtividade cai, a pessoa acaba usando serviço de saúde mais do que precisaria se não consumisse drogas, a chance de se arriscar em brigas e acidentes aumenta...

E a questão da segurança pública já é uma velha conhecida nossa. Como o consumo e o comércio de cocaína é ilegal, ele só se mantém graças ao tráfico. E isso significa um verdadeiro exército de pessoas envolvidas com violência. O relatório da UNODC serve para os nossos governantes ficarem alertas e começarem a pensar em medidas para diminuir esse consumo, antes que o estrago seja ainda maior...


20h3 - 0 comentários