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quarta 29
Álcool e desejo
Uma
pesquisa italiana mostrou que mulheres que consomem quantidades moderadas
de vinho podem apresentar maior desejo sexual. Só atente bem para
o adjetivo “moderadas”! Dá uma olhada na seção de noticias para
entender melhor a pesquisa.
O
álcool em pequenas quantidades realmente pode desinibir mais as pessoas,
o que pode dar uma mão para as que são mais tímidas em relação
ao sexo. Só que, depois de um limite, essa relaxada pode ser exagerada
e atrapalhar mais do que ajudar. Os garotos podem ter dificuldades de
ereção por causa do álcool, por exemplo. E para as meninas, o excesso
pode dificultar o orgasmo.
Sem
contar a maior exposição a riscos. Quantas vezes você já não ouviu
um amigo arrependido dizendo que só ficou com alguém porque estava
bêbado? Ou um casal que esqueceu a camisinha depois do uso do álcool?
Será que vale a pena investir nessa relaxada extra – ou o preço
do risco de passar do limite e se meter em roubada não é maior? Vale
a pena pensar nisso para evitar a ressaca no dia seguinte...
14h48 - 0 comentários
quarta 22
Diferença de ação
Uma
pesquisa feita na Inglaterra mostrou por que a Aids pode se desenvolver
mais rapidamente entre mulheres do que entre homens. Os médicos já
tinham percebido essa diferença, mas os cientistas conseguiram mostrar
que a resposta das células de defesa é distinta entre os dois sexos.
Dá uma olhada na seção de noticias para entender mais sobre esse
estudo.
Esse é a apenas um dos pontos que tem se estudado sobre a diferença
da evolução da Aids entre as pessoas. A gente já sabe que alguns
indivíduos, mesmo entrando em contato com o vírus várias vezes, não
desenvolvem a doença. Para outros, basta uma relação com um parceiro
contaminado para se tornar soropositivo. Essa variabilidade entre as
pessoas pode dar algumas pistas para o desenvolvimento da cura da Aids
– se a gente entender o porquê de alguns serem resistentes, podemos
usar o modelo de defesa deles para fazer remédios e terapias contra
o HIV.
Acontece
que tudo isso demora (e custa) muito. São necessários vários centros
de pesquisa fazendo protocolos enormes de estudos que, muitas vezes,
não chegam a conclusão nenhuma. Obviamente que hoje a gente tem muito
mais informações do que se tinha há 10 anos. Mas, infelizmente, a
opção mais eficaz continua sendo tentar barrar a infecção logo no
contágio. Ou seja: usar camisinha e nem deixar o HIV entrar em contato
com o seu corpo.
15h21 - 0 comentários
quarta 15
Pessoas mais ativas
Uma
pesquisa feita no estado de São Paulo mostrou que a população está
praticando mais exercícios. Ao mesmo tempo que o índice de sedentários
caiu, a quantidade de indivíduos que faz atividade física regular
aumentou. Dá uma olhada na seção de noticias para saber mais.
A prática de exercícios traz um monte de vantagens para a qualidade
de vida. É um jeito de tentar manter o peso ideal, já que
se favorece o gasto calórico e a queima de gorduras. Com isso, previnem-se
também doenças que estão ligadas à obesidade, como hipertensão
e diabetes. Caem os riscos de doenças cardiovasculares, como infartos
e derrames. O coração fica mais condicionado, assim como o aparelho
respiratório. Os músculos e ossos são exercitados e fortalecidos,
evitando-se dores e osteoporose.
Do
lado social, é uma boa forma de se conhecer pessoas, fazer novas
amizades e, quem sabe, até descolar um namoro. Do lado emocional,
a prática de exercícios aumenta a liberação de neurotransmissores
ligados ao prazer e bem-estar. Ou seja, além de uma população menos
sedentárias, podemos esperar uma população com melhor qualidade de
vida. Só temos motivos para comemorar e fazer com que isso aumente
ainda mais!
11h43 - 0 comentários
sexta 10
Ação alcoólica
Faz
tempo que a gente sabe quais são as ações do álcool no organismo:
rebaixamento de consciência, diminuição dos reflexos, interferência
na concentração... Mas ainda não se sabia exatamente como o álcool
agia nos neurônios. Agora, um grupo de cientistas americanos descobriu
onde o álcool se liga e o que ele faz nas sinapses. Dá uma olhada
na seção de noticias para saber mais.
Pode
parecer detalhista demais, mas descobrir o lugar de ação direta do
álcool pode ajudar no tratamento da dependência à bebida, por
exemplo. Hoje se sabe que algumas pessoas têm mais predisposição
a desenvolver dependência. Não existe um fator único que defina isso
– é um conjunto de carga genética com fatores ambientais, como maior
exposição à bebida, convívio familiar, grau de escolaridade... O
que a gente tem certeza é de que, quanto mais cedo as pessoas começam
a beber, maior a probabilidade de se tornarem dependentes. Isso
porque até atingir a idade adulta, os jovens ainda estão terminado
de se formar. Isso inclui o cérebro, que está terminando de formar
suas circuitarias, com os neurônios estabelecendo suas conexões. Introduzir
um elemento – como o álcool e outras drogas – que possa interferir
nessas conexões predispõe a pessoa à dependência. Portanto evitar
a bebida na adolescência, além de prevenir atitudes de risco, também
diminui a chance da dependência no futuro...
10h55 - 0 comentários
quinta 02
Cocaína na contra-mão
O
Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançou
um novo relatório mostrando que o consumo de cocaína tem diminuído
(ou pelo menos se estabilizado) nos países desenvolvidos. Já na América
do Sul, estamos indo na contra-mão. Aqui no Brasil a prevalência de
usuários de cocaína quase dobrou recentemente, o que nos coloca como
maior mercado consumidor de cocaína para os países produtores vizinhos.
Dá uma olhada na seção de noticias para saber mais sobre o relatório.
Esse
aumento no consumo de drogas envolve dois aspectos muito importantes:
a saúde e a segurança pública. Quando pensamos em cocaína, não
estamos levando em consideração apenas a droga refinada – temos
também de pensar no crack e na merla. O crack se difundiu muito com
o advento da Aids – como ele é fumado, e não injetado, acaba servindo
como uma redução no risco para os dependentes químicos, que mudaram
a forma de usar a droga. Já a merla (a pasta de cocaína) não é muito
usada no país, restringindo-se praticamente à região sul.
Além
de prejudicar o desempenho do usuário na escola e no trabalho e atrapalhar
relações pessoais, a cocaína pode causar danos ao desenvolvimento
intelectual e emocional. Sem contar os estragos diretos na saúde, como
aumentar a chance de infartos e derrames, e a chance real de morte por
overdose. Isso tudo acaba gerando gastos – diretos ou indiretos –
para o governo. A produtividade cai, a pessoa acaba usando serviço
de saúde mais do que precisaria se não consumisse drogas, a chance
de se arriscar em brigas e acidentes aumenta...
E
a questão da segurança pública já é uma velha conhecida
nossa. Como o consumo e o comércio de cocaína é ilegal, ele
só se mantém graças ao tráfico. E isso significa um verdadeiro
exército de pessoas envolvidas com violência. O relatório da UNODC
serve para os nossos governantes ficarem alertas e começarem a pensar
em medidas para diminuir esse consumo, antes que o estrago seja ainda
maior...
20h3 - 0 comentários
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