O
FDA – agência americana que regulamenta a venda de medicamentos e
alimentos no país – acabou de aprovar o uso da vacina contra o HPV
para homens. Até agora, a vacina só era recomendada para mulheres,
principalmente porque algumas variantes do vírus estão ligadas com
o surgimento do câncer de colo de útero. Dá uma olhada na seção
de noticias para saber mais sobre essa aprovação.
O
HPV na verdade não é um vírus só – é uma família
com mais de 100 variantes de vírus que são responsáveis pelo surgimento
de lesões na pele e na mucosa. As verrugas comuns, que aparecem nas
mãos e os pés, são causadas pelo HPV. As verrugas genitais (ou condiloma
acuminado) também. Do mesmo jeito que já se provou que alguns tipos
de HPV podem causar câncer de colo de útero, há estudos investigando
se a infecção está ligada ao câncer de pênis, de reto e de ânus
nos homens.
Se
for provado que sim, a vacina entre garotos pode ajudar a diminuir esse
tipo de câncer. Por outro lado, se os homens não contraem HPV, eles
tampouco passam para suas parceiras. E com isso previne-se o câncer
de colo de útero também. Vamos ver se essa tendência vem para cá.
Hoje, no Brasil, a vacina contra HPV só está disponível em clínicas
privadas, não sendo oferecida pelo sistema público de saúde. E o
custo da vacinação (que tem de ser tomada em três doses) ainda é
alto. Vamos torcer para que isso mude!
Um
levantamento feito nos Estados Unidos em regiões que adotaram medidas
de restrição ao fumo em locais públicos mostrou que o índice de
infartos já começou a diminuir, sendo cumulativo ao tempo de
legislação em vigor. Dá uma olhada na seção de noticias para
saber mais sobre a pesquisa.
Para
começar, os fumantes passivos se beneficiaram das leis. O mesmo efeito
que o cigarro tem no fumante – ativar o sistema adrenérgico, causando
a constrição de vasos e favorecendo a ocorrência de um infarto do
miocárdio – acontece no fumante passivo. Se a pessoa que fuma por
tabela deixa de respirar a fumaça alheia, seu corpo pode ficar livre
desses efeitos. Assim, é natural que as doenças causadas pelo cigarro
também diminuam.
O
resultado não é apenas menos mortes, mas também menos gastos para
o sistema de saúde, que deixa de arcar com a recuperação e reabilitação
dessas pessoas que necessitam de muitos cuidados.
Para
quem achava que as leis não iam pegar, aí está mais um
motivo a mais para manter a fiscalização e apoiar a nova legislação.
A tendência, se depender do bom senso dos governantes, é que mais
lugares adotem esse tipo de medida. Os benefícios estão aí, cientificamente
comprovados!
Um
levantamento feito na Europa mostrou que 124 mil novos casos de câncer
daquele continente podem ser atribuíveis ao excesso de peso. Dá uma
olhada na seção de noticias para saber mais sobre a pesquisa.
Quando
a gente insiste tanto que hoje há uma epidemia de obesidade e
isso vai influenciar muito na causa de morte das pessoas, devemos lembrar
também do câncer. O mais comum é associar o excesso de peso a problemas
cardiovasculares, como infartos do coração e acidentes cerebrais vasculares.
Essa ligação é incontestável, mas tem muitos casos de câncer que
estão bastante ligados ao excesso de gordura corporal. Câncer de endométrio
(um dos tipos de câncer de útero) e câncer colorretal (do intestino)
são bons exemplos.
Todo
mundo sabe que as pessoas vivem muito mais hoje do que viviam antigamente.
Mas tempo de vida não necessariamente está ligado à qualidade de
vida. E muito dessa qualidade depende da gente. Tratar bem o corpo desde
a juventude é um enorme passo nesse sentido. Quanto mais a gente conseguir
prevenir fatores que diminuam nossa saúde no futuro, mais tempo e mais
qualidade de vida a gente terá! Só que esse investimento é feito
a longo prazo e constantemente. Não adianta chegar nos 60 anos e se
arrepender de não ter se cuidado desde os 20! Claro que sempre dá
para diminuir um pouco os danos feitos, mas o ideal é fazer uma “poupança”
de saúde desde bem cedo. E prestar atenção no peso, cuidar da alimentação
e fazer exercícios são pontos fundamentais nesse processo.
Dia
26 de setembro foi mais um Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na
Adolescência. E parece que, pelo menos por aqui, a gente tem alguns
motivos para comemorar. O Ministério da Saúde lançou um relatório
mostrando que de 2007 para 2008 houve uma queda de quase 8% nos partos
feitos em adolescentes pelo Sistema Único de Saúde. Dá uma olhada
na seção de noticias para saber mais.
Os
representantes do ministério justificam que a queda aconteceu por causa
da maior disponibilidade de informações sobre contracepção, mais
oferta de pílulas anticoncepcionais e preservativos para os adolescentes.
Faz todo o sentido: se as pessoas sabem como se prevenir e têm acesso
aos métodos contraceptivos, fica muito mais fácil fazerem a escolha
entre bancar o risco ou se preservar.
Ter
liberdade não significa apenas poder fazer o que quiser, com quem quiser,
quando quiser. Liberdade é poder optar entre os vários caminhos.
E para optar a gente precisa de dados suficientes que permitam a reflexão
sobre essa escolha. Ou seja, alguém que opte por transar sem nenhuma
proteção precisa ter claro os riscos que está correndo para poder
dizer que realmente fez essa escolha. Assim como alguém que opte por
se proteger precisa ter condições suficientes para colocar sua escolha
em prática. Não adianta nada um casal optar por prevenir uma gravidez
se não tiver a informação correta sobre como fazer isso ou, pior,
se não tiver os meios para fazer isso.
Ponto
para os adolescentes que estão se cuidando mais e ponto para o ministério
que está se preocupando em dar condições para que a proteção aconteça
de fato. Ainda há um longuíssimo caminho a ser percorrido, mas os
primeiros passos estão sendo dados!