home
novembro - 2009
arquivo
2009
novembro
outubro
setembro
agosto
julho
junho
maio
terça 24
Saber para se cuidar

Começou esta semana em São Paulo mais uma campanha para incentivar a testagem de HIV. O teste já é normalmente oferecido no país gratuitamente, mas a ideia da campanha é incentivar as pessoas a fazerem o exame para que, se for o caso, possam iniciar o tratamento e o acompanhamento da infecção precocemente. Dá uma olhada na seção de noticias para saber mais.

Como em praticamente todas as doenças, quanto mais se espera para cuidar, mais complicado é o tratamento. No caso do HIV, nem todo mundo que está infectado com o vírus precisa de tratamento imediato. Mas é necessário fazer controles periódicos para monitorar a evolução da infecção (o que é feito pela medida da carga viral e do número de células de defesa que são atacadas pelo HIV). Quando essas medidas chegam a um determinado nível, entra-se com os antirretrovirais, que são medicamentos que tentam controlar a replicação do HIV, mantendo a infecção sob controle.

Até  hoje não se encontrou um medicamento capaz de eliminar totalmente a infecção – o que significaria a cura da doença. Mas muita gente que segue o tratamento consegue manter a doença bem controlada, tendo muito mais qualidade de vida do que os soropositivos tinham antes da descoberta desses medicamentos.

Claro que o ideal é evitar a contaminação e não ficar doente. Mas, se a pessoa estiver com o vírus, a gente precisa pensar em redução de danos. Enquanto não dá para curar, melhor saber se precisa ou não de tratamento para que a situação se mantenha dentro do controle possível.


19h31 - 0 comentários

quarta 18
Começa cedo, termina tarde

Uma pesquisa feita pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostrou que dois terços dos fumantes começaram com o hábito antes dos 15 anos. Mas, por outro lado, quase a mesma quantidade demorou até os 45 anos para procurar tratamento para deixar a dependência. Dá uma olhada na seção de noticias para saber mais da pesquisa.

Pensando um pouco, a gente vê que essas pessoas levaram quase 30 anos para tentar parar de fumar definitivamente. Deixar o cigarro realmente não é fácil – o índice de sucesso é bem abaixo do ideal, sendo que muita gente deixa o vício e acaba voltando tempos depois. Hoje há vários tratamentos que podem auxiliar nesse processo – desde terapias de reposição de nicotina, que aliviam os sintomas da crise de abstinência, até o uso de medicamentos que diminuem vontade de fumar. Há também técnicas de psicoterapia que podem ajudar muito quem quer largar o tabaco.

Como em quase todas as doenças e hábitos danosos, quanto mais tempo se espera para tratar o problema, maior ele vai ficando. Os danos causados pelo cigarro são cumulativos: quanto mais a pessoa se expõe à fumaça e todas as substâncias tóxicas contidas nela, maiores são as chances de desenvolver doenças ligadas ao cigarro. E a lista é quase interminável! Problemas respiratórios, mais chance de ter infarto, derrames, pressão alta, câncer de pulmão, rim, esôfago, laringe... Como sempre, o ideal seria que a pessoa nem começasse a fumar. Mas, se isso aconteceu, melhor tentar diminuir os danos!


14h45 - 0 comentários

segunda 09
Tudo em excesso...

Existe uma máxima que diz que nada em excesso faz bem. Com videogame é a mesma coisa! Muita gente adora ficar horas jogando, nem vê o dia passar. Uma pesquisa americana mostrou que quem joga demais pode apresentar problemas de concentração, o que, em alguns casos, contribuiria para quadros de transtornos de déficit de atenção de hiperatividade. Dá uma olhada na seção de noticias para saber mais sobre o estudo.

Tem gente que demoniza o videogame. Muitos o culpam pelo sedentarismo das crianças e dos jovens, dizem que alimenta em atitudes violentas, diminui o contato social... Mas talvez o problema não esteja no videogame em si, mas na falta de limites em seu uso. A coisa acontece do mesmo modo em alguém que só quer jogar futebol o dia inteiro ou só quer ficar conversando com os amigos. Uma vida saudável – física, mental e social – precisa de um equilíbrio. Não adianta só estudar, por exemplo. É preciso fazer exercícios, cultivar amizades, ter hobbies...

O exemplo dos danos trazidos pelo videogame serve para a gente pensar em potenciais danos que qualquer atividade ou comportamento em excesso pode trazer à nossa vida. Não é a atividade em si que faz mal – é a forma como a gente lida com ela...


13h35 - 0 comentários

domingo 01
Menos abortos

Uma ONG americana fez um extenso levantamento sobre as taxas de aborto praticadas ao redor do mundo e chegou a uma conclusão bem interessante: nos países onde o procedimento foi descriminalizado, os índices se mantiveram semelhantes aos de países em que ele ainda é proibido. No geral, a instituição constatou que houve uma queda no número de abortos, principalmente nos países desenvolvidos. Dá uma olhada na seção de noticias para saber mais.

A conclusão da pesquisa, apesar de parecer óbvia, ainda precisa ser reforçada para a gente ter melhorias nos serviços de saúde. Segundo a ONG, o número de abortos diminuiu principalmente porque as mulheres tiveram mais acesso aos métodos contraceptivos, reduzindo assim a taxa de gestações indesejadas. Se elas não engravidam sem planejar, não têm motivos para interromper a gravidez, certo? Deixando de lado questões religiosas, a gente sabe que muitas mulheres morrem por causa de complicações de abortos mal feitos, o que aumenta em locais onde a prática é proibida e elas precisam recorrer a procedimentos clandestinos.

Independente da discussão sobre o aborto ser ou não legalizado, será que não está na hora de a gente investir no que parece mais óbvio e oferecer métodos contraceptivos de forma ampla para quem não deseja engravidar? Mais fácil prevenir do que tentar consertar o estrago mais para frente, não?


11h2 - 0 comentários